No final de uma reunião com especialistas sobre prevenção e combate à corrupção, em Lisboa, António José Seguro foi questionado pelos jornalistas sobre as mais recentes intenções de voto que recebeu, incluindo o apoio do antigo Presidente da República, Cavaco Silva, demonstrando-se “feliz por virem cada vez mais apoios”.
O candidato presidencial António José Seguro pediu esta segunda-feira o máximo possível de votos para sair da segunda volta com “legitimidade política reforçada” e prometeu uma “campanha limpa”, manifestando satisfação com os apoios, mas alertando que “ninguém o captura”.
Seguro destacou a importância de obter um número elevado de votos na sua candidatura no dia 08 de fevereiro, afirmando que, desse número, se expressa muito sobre como ele sairá com esta legitimidade eleitoral e política reforçada.
Questionado sobre o receio de ser associado à imagem do bloco central, dado os apoios recebidos, o candidato apoiado pelo PS afirmou: “A mim ninguém me captura. Eu sou um homem livre, vivo sem amarras, não fiz, não farei nenhum acordo com quem quer que seja”.
“Os portugueses conhecem-me, sabem quais são as minhas ideias. Os apoios surgem e eu recebo todos com muito gosto, mas não mudo. Eu sou precisamente o mesmo candidato que se apresentou no dia 15 de junho nas Caldas da Rainha, dizendo aos portugueses ao que vem”, enfatizou.
Sobre a falta de apoio do primeiro-ministro, Luís Montenegro, Seguro respondeu que não sente a “falta de apoio de absolutamente ninguém”.
“Eu estou a receber todos os dias muitos apoios e no dia 18 de janeiro recebi 1 milhão e 700 mil apoios”, disse, referindo-se ao fato de ter sido o candidato mais votado nas eleições presidenciais.
Questionado sobre a possibilidade de a abstenção prejudicá-lo, Seguro admitiu que sim, pois tem ouvido pessoas dizerem que “isto está a ganho”.
“Não, não está a ganho; as sondagens não ganham nada, quem ganha são os portugueses que vão votar e vão escolher, com certeza, um candidato moderado, um candidato com experiência, um candidato que quer cuidar do que está bem, mas mudar muito do que está mal. É isso que eu proponho aos portugueses”, enfatizou.
Quando questionado sobre uma entrevista à Rádio Renascença do antigo presidente do parlamento, Eduardo Ferro Rodrigues, que anteviu uma segunda volta “difícil” e alertou contra “processos estranhos” da Procuradoria Geral da República, o candidato escusou-se a comentar entrevistas.
“Eu vou fazer a minha campanha, que é uma campanha limpa. Toda a minha vida é uma vida limpa. Eu sempre cheguei limpo na vida pública e na política, e é isso que eu farei”, concluiu.
