CHEGA denuncia infiltração da máfia brasileira na força de trabalho do Aeroporto de Lisboa

CHEGA denuncia infiltração da máfia brasileira na força de trabalho do Aeroporto de Lisboa


O deputado do CHEGA, Francisco Gomes, afirma que membros da notória máfia brasileira, Primeiro Comando Capital (PCC), infiltraram-se na força de trabalho do Aeroporto de Lisboa.

Num ‘vídeo dramático’ publicado nas redes sociais, Gomes sugere que o seu partido recebeu informações de que estes indivíduos infiltraram-se nas equipas que trabalham na infraestrutura do aeroporto, incluindo nos serviços que apoiam as operações de pista e terminal.

Há muito gesticular e animação no clip, mas a mensagem pode conter mais do que um grão de verdade, tendo em conta as advertências dadas pelo procurador brasileiro Lincoln Gakiya e pelo especialista em segurança Roberto Uchôa há alguns meses – ambos enfatizaram o nível de infiltração do PCC em Portugal.

O PCC é conhecido como uma das maiores organizações criminosas do Brasil, associado ao tráfico de drogas, crime organizado e violência.

Segundo Gomes, membros do PCC são contratados através de agências de emprego (que presumivelmente não têm conhecimento de suas conexões criminais). Estes trabalhadores “já foram apanhados por outros funcionários a desorganizar bagagens, roubar pertences de passageiros” e cometer outras irregularidades, diz Gomes – embora tais incidentes não tenham sido reportados devido a ameaças alegadas contra os funcionários que os testemunharam, e “contra familiares, veículos e propriedades pessoais.”

Gomes conclui que, se suas informações estiverem corretas, Portugal está enfrentando uma infiltração criminosa em um de seus principais pontos de entrada no país, “com implicações diretas na segurança das operações aeroportuárias (…) Não estamos a falar de pequenas infrações,” acrescenta. “Estamos a falar de um grupo global ligado ao tráfico de drogas e crime organizado, operando dentro de uma infraestrutura crítica deste país. Isso coloca todo Portugal em risco, e os responsáveis não podem ignorar isso, ou se esconder da realidade.”

O fato de que este aviso venha do CHEGA – um partido político populista que inclusivamente teve um dos seus próprios deputados apanhado a roubar bagagens de pessoas nos carrosseis do aeroporto – precisa ser considerado nesta história. Mas a probabilidade de membros do PCC estarem a trabalhar no aeroporto não está além dos limites da razão – tendo em conta as informações fornecidas pela polícia brasileira no verão passado, e o fato de que o grupo já foi encontrado ativo em alguns dos portos do país.

Fonte: Diário de Notícias de Madeira/ SAPO/ Facebook

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