Questionado no parlamento hoje sobre a situação dos incêndios florestais, o comandante da Proteção Civil, Mário Silvestre, admitiu estar preocupado: há algumas áreas, ressaltou, que são “um autêntico barril de pólvora”.
Os relatórios não especificaram quais áreas, mas serão quase certamente aquelas onde as tempestades de inverno arrancaram árvores e vegetação, deixando muito do material ainda deitado em densos pisos de floresta.
Como Silvestre disse aos deputados, é o mesmo todos os anos. Mas este ano, as autoridades tentaram entender onde estão os problemas, e chegaram à conclusão de que “de norte a sul, é um barril de pólvora”.
Ainda as áreas devastadas por incêndios no ano passado não estão ‘imunes’, afirmou.
Parte da audiência de hoje foi dedicada a rever questões de combate a incêndios que marcaram a última temporada de verão – um momento em que, de fato, a coordenação e a gestão de incêndios florestais foram vistas como tendo ido “menos bem” (um termo português comum para um desastre relativo).
Silvestre explicou que não solicitou imediatamente assistência europeia em atrássto passado, num momento em que havia múltiplos incêndios e três aviões de combate a incêndios fora de serviço, porque sabia que a Europa já estava lutando para lidar com incêndios em outros países.
Ele também descartou, logo no início das perguntas dos deputados, que soubesse de qualquer ‘negócio ilícito associado a incêndios rurais’.
No que diz respeito aos planos do governo de retornar ao formato antigo que a Proteção Civil tinha para coordenar a resposta aos incêndios florestais, Silvestre parecia estar totalmente a favor, enfatizando que “a estrutura pode ser alterada novamente sem grandes problemas.”
Fonte: SIC Notícias
