Em março, o executivo municipal de Sintra aprovou uma proposta do presidente da câmara para implementar zonas de estacionamento pago nas praias Grande e das Maçãs durante os meses de verão. A medida abrange os parques de estacionamento existentes e as vias de acesso ao areal, com um limite máximo de quatro horas (4 euros).
Segundo o executivo, a decisão — aprovada por PSD, ex‑IL e Chega — justifica-se pelo “incremento estrutural de estacionamento nas áreas urbanas do concelho e, em especial, nas áreas de pressão turística e balnear.”
A medida gerou forte contestação. A Assembleia de Freguesia de Colares aprovou moções de vários partidos contra o pagamento, alegando falta de consulta pública, impacto negativo no comércio local e restrições ao acesso ao lazer. As moções pedem a suspensão da medida e a realização de estudos técnicos sobre mobilidade e impacto económico.
A petição “Contra o estacionamento pago na Praia das Maçãs e Praia Grande” considera que a medida constitui “um atentado ao direito de lazer e ao acesso livre e gratuito à costa portuguesa” e que “transforma o acesso às praias num privilégio económico, penalizando as famílias e os cidadãos com menos recursos.” O documento já reúne 1 863 assinaturas.
A Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra (EMES) está se preparando para ativar os parquímetros entre 1 de junho e 30 de setembro nos estacionamentos adjacentes às praias Grande e das Maçãs. Ficam isentos de pagamento residentes, comerciantes e pessoas com mobilidade reduzida. Segundo a EMES, a medida visa promover a rotatividade e melhorar a mobilidade no concelho.
Os lugares no parque situado em frente ao Hotel Arribas, assim como as áreas de estacionamento em terra batida, continuarão a ser gratuitos.
