Presidente da Liga dos Bombeiros encoraja discrição quando chefes de bombeiros falam à mídia

Presidente da Liga dos Bombeiros 'encoraja discrição' quando chefes de bombeiros falam à mídia


O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, expressou hoje a sua “oposição” em relação aos comandantes de bombeiros que comentam sobre os incêndios em curso na mídia, afirmando que eles devem falar apenas “como cidadãos”.

Essa abordagem segue os comentários feitos na semana passada pelo Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, que afirmou que ninguém seria punido por declarações sobre recursos de combate a incêndios.

Em vez de amenizar a situação, Rocha se queixou desde então de que a imprensa “distorceu” o que ele disse. Isso resultou em vários meios de comunicação repetindo suas palavras, palavra por palavra:

Este ano, certamente, irei notar alguns comentários feitos na televisão por alguns profissionais operacionais que podem dizer que estão em um teatro de operações sem saber qual é sua missão, e, portanto, encorajei fortemente um reforço dessa civilidade nas diretrizes operacionais, para que ninguém possa dizer que, porque isso nunca deveria acontecer. A regra ao sair é saber para onde se vai e qual é a sua missão. Ninguém ficará impune por esse tipo de afirmações.

Nunes saiu em defesa de Rocha, insistindo que as autoridades não estão impondo uma ‘lei do silêncio’. Os bombeiros e seus comandantes “podem falar”, explica. “Mas como cidadãos.”

“Eles não podem interpretar ou fazer declarações de princípio, porque não representam os órgãos representativos dos bombeiros…”

A questão resultou em um fechamento geral de fileiras entre a hierarquia dos bombeiros: até mesmo o ministro da administração interna, Luís Neves, enfatizou que “as pessoas não podem andar por aí falando individualmente.”

“O que (o secretário de Estado) disse, precisamente, é que quem vai para o campo, e acima de tudo, vai prestar apoio, não pode dizer ao chegar que não tem um objetivo definido (…) Não há lei do silêncio, de forma alguma (…) Há liberdade, as pessoas podem falar. O que eu entendo é que, e repito, em momentos apropriados, há lugares apropriados para fazer críticas. E esta crítica, naturalmente, tem que ser transparente, compreensível para todos.”

Como conclui Neves, “em tempos de crise, em momentos de estresse, o que importa é a unidade e não, de fato, comunicações que possam comprometer o trabalho coletivo.”

Fonte: LUSA

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