O líder do CHEGA, André Ventura, apresentou uma queixa à PSP após ter recebido uma “série de ameaças de morte” – a mais recente alegadamente direcionada à sua esposa.
Em entrevista ao Observador online, o líder da direita enfatizou a necessidade de as autoridades investigarem as diversas ameaças dirigidas a ele e aos membros da sua família antes de considerar reforçar suas medidas de segurança.
A notícia da mais recente ameaça de morte contra o Sr. Ventura foi inicialmente reportada pelo Correio da Manhã, e confirmada ao Observador pelo próprio presidente do CHEGA.
Menos de duas semanas atrás, Ventura relata que recebeu uma carta em sua casa contendo uma folha A4 com a mensagem: “Morte para ambos.”
A mensagem, enviada para o endereço residencial de Ventura, foi interpretada como uma ameaça direcionada não apenas ao líder do CHEGA, mas também à sua esposa, Dina.
Ventura relatou o incidente às forças de segurança que atuam na Assembleia da República e apresentou testemunhas. Ao Observador, Ventura enfatizou que esta não foi uma ameaça isolada.
“Já houve várias, uma delas no parlamento durante a visita do Presidente da Assembleia da Ucrânia,” recordou, referindo-se à ameaça supostamente feita diretamente no escritório do CHEGA no edifício parlamentar no dia 6 de maio – data em que Ruslan Stefanchuk visitou o parlamento português. Neste caso, uma folha A4 encontrada no escritório do partido dizia: “Bombas 15:45.”
Ventura argumenta que a mais recente ameaça, entregue em sua casa, apresenta semelhanças com as outras, sugerindo que possam ter vindo da mesma fonte: “É essencial determinar se esta série de ameaças persistentes com padrões semelhantes está conectada ou não,” disse ele ao Observador.
Após essa avaliação, afirmou que irá considerar a possibilidade de solicitar medidas de segurança pessoal mais eficazes.
No momento, Ventura está sempre acompanhado por uma equipe de segurança permanente de duas pessoas responsável por garantir sua segurança, conforme relata o Observador.
Em declarações ao Correio da Manhã, o líder do CHEGA disse: “Tudo isso é profundamente perturbador. Mesmo com o trabalho impecável da equipe de segurança, é muito desconfortável viver com medo, especialmente o medo de que possam atacar a sua família.”
As ameaças de morte e o reconhecimento público de André Ventura delas surgem na sequência de revelações de que vários VIPs políticos – incluindo o primeiro-ministro – estavam em uma lista alegada de alvos de um grupo de neo-nazis portugueses, sendo um deles considerado ser um oficial da PSP.
Fonte: Observador/ Correio da Manhã
