A municipalidade de Sintra reforçou a vigilância na serra de Sintra após mensagens no WhatsApp alegadamente ameaçando iniciar um incêndio terem começado a circular entre guias turísticos e operadores de turismo.
A municipalidade apresentou uma queixa-crime ao Ministério Público, enquanto a GNR foi alertada e a Polícia Judiciária (PJ) também está a ser contatada, segundo Correio da Manhã.
O presidente da câmara, Marco Almeida, afirmou que a municipalidade agiu imediatamente após ter tomado conhecimento das ameaças.
“A municipalidade e o povo de Sintra não podem ser feitos reféns de ameaças contra o nosso património,” disse ao CM. “Assim que fomos informados do que estava a acontecer, contactámos as forças de segurança. A vigilância aumentada já está em andamento. Contamos com todos para ajudar a proteger o nosso património e a nossa serra. Não tolerarei ameaças, nem permitiremos que sejamos intimidados.”
A municipalidade juntou a Polícia Municipal, a Proteção Civil e os seus serviços jurídicos para coordenar a resposta. O município vizinho de Cascais também foi informado.
De acordo com a queixa, a origem das mensagens ainda não foi identificada. No entanto, um funcionário da Fundação CulturSintra alegadamente informou a municipalidade que tinha sido abordado por operadores turísticos que o aconselharam a não ir trabalhar nos próximos três dias, pois circulava a informação de que um incêndio poderia ser iniciado nas montanhas de Sintra.
As supostas ameaças surgiram poucos dias após a introdução de novas restrições de trânsito para o acesso à Serra de Sintra, levando a especulações de que as mudanças possam ter provocado as mensagens. Contudo, nenhuma evidência foi apresentada até ao momento ligando as ameaças a qualquer indivíduo ou grupo específico.
A vigilância da montanha está atrásra a ser reforçada por bombeiros, Proteção Civil, Polícia Municipal, Exército Português e sistemas de monitorização digital.
