Após o Halloween, um Diablito Surge para Impedir que o Benfica Enfrente as Bruxas

Yaya Bojang Alverca Gianluca Prestianni Benfica

Claudio Echeverri é um ativo extremamente valioso para o Benfica, especialmente na função de terceiro médio (ou mesmo como 10 ou segundo avançado em determinadas situações) em jogos que exigem posse de bola prolongada, com a capacidade de controlar o ritmo do jogo e gerir a posse defensivamente.

Uma equipe de grande nível também se destaca em partidas mais difíceis, onde a inspiração parece escassa, e tudo se torna complicado. Esse pode ter sido o recado que Andreas Schjelderup passou durante o intervalo, ou o que Gianluca Prestianni, possivelmente impactado pelo peso da expectativa, enfrentou contra uma defesa adversária sólida. Se no final da temporada for feita uma seleção dos melhores momentos do Benfica, é pouco provável que muitos lances deste jogo apareçam, talvez apenas aquele em que o argentino, com um toque de classe, fez a bola passar entre as pernas de Touaizi, perdido em meio a tanta frustração. O panorama geral, como não escondeu Marco Silva, foi marcado por uma desinspiração que já não se via há bastante tempo nos corredores da Luz. Felizmente para os encarnados, existe Echeverri.

Este não é o primeiro momento de brilho notável do reforço de verão, pelo qual a cláusula de compra já parece uma formalidade, mas, se fosse o caso, seria quase poético. Após a celebração do Dia das Bruxas, brilhou no Estádio da Luz um “Diablito”, impedindo Marco Silva de buscar explicações para o tropeço e dissipando qualquer dúvida sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na temporada anterior. Com um jogador assim, sempre é possível sorrir.

Antes de reconhecer o mérito do argentino, Marco Silva revelou perspicácia ao perceber a maneira mais efetiva de mudar o jogo individualmente durante o intervalo. Coletivamente, o Benfica teve dificuldades para articular os ataques, preferindo acelerar em vez de pausar, o que resultou em jogadas sem avanço, ao invés de encontrar espaços para cruzamentos ou entroncamentos mesmo em situações complicadas. O Alverca tornou a tarefa ainda mais difícil, fechando os espaços entre linhas e complicando a vida de Pavlidis na articulação dos ataques, com Francisco Chissumba alternando entre um 4-4-2 e um 5-4-1. Com a equipe não conseguindo criar superioridades constantes (o lance de Alexander Bah, que apareceu por dentro no começo do jogo e proporcionou a Matheus Mendes uma defesa do dia, foi um raro exemplo), tornou-se urgente confiar na individualidade.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Se Andreas Schjelderup não conseguiu transformar lances em finalizações devido à sua habilidade, se Dodi Lukebakio, mesmo em boa forma e comprometido, raramente capitalizou os espaços que surgiram com os movimentos híbridos de Chissumba, e se Gianluca Prestianni, por mais que tenha tentado e acreditado, não teve a mesma sorte nos pés que tantas vezes teve, a solução veio do banco.

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