O presidente da Associação dos Promotores e Investidores Imobiliários de Portugal (APPII) alertou que a decisão do governo de aumentar os impostos sobre as transferências de propriedade para não residentes pode passar a mensagem de que o investimento direto estrangeiro não é bem-vindo.
Hugo Santos Ferreira disse ao Jornal Económico: “Se penalizarmos os estrangeiros que compram casas, tornando-as mais caras, naturalmente haverá estrangeiros que irão rever a sua decisão.”
O aumento do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) para a compra de habitação por cidadãos não residentes em Portugal caiu mal no setor imobiliário, que teme uma desaceleração do investimento estrangeiro no país e pede ao governo para reverter a sua decisão.
“A minha sugestão, como presidente da Associação de Promotores e Investidores Imobiliários, é eliminar esta medida porque terá um impacto negativo na credibilidade do país a nível internacional. Tenho medo de que essa mensagem seja interpretada pelos estrangeiros como ‘não são bem-vindos em Portugal’. Foi uma medida que poderia ter sido evitada,” afirmou Hugo Santos Ferreira ao JE.
Além disso, Hugo Santos Ferreira acredita que este aumento do IMT terá apenas um pequeno impacto (nas receitas públicas) e que esta decisão contraria a mensagem do governo sobre a necessidade de atrair investidores estrangeiros para Portugal.
“Parece-me uma medida um pouco em desacordo com o que o próprio governo entende. Portugal precisa de investimento estrangeiro como precisamos de pão, para impulsionar a economia, criar empregos e oportunidades na habitação também,” disse ele.
A Associação Portuguesa de Resorts e Turismo Residencial (APR) também pediu ao governo que repense a medida, solicitando a exclusão do aumento do imposto IMT para empreendimentos turísticos e desenvolvimentos em áreas de baixa densidade em Portugal.
Fonte: Essential Business
