Gouveia e Melo busca um futuro para o SNS, mas nunca por meio de sua fragilização

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O candidato presidencial Gouveia e Melo considerou hoje essencial a definição de um rumo para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) que garanta coesão social, mas não através de qualquer via que o fragilize.

Esta posição foi assumida pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada no final de uma visita ao serviço de neonatologia do Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, onde elogiou o “espírito de missão” e “amor ao serviço público” demonstrado pelos profissionais desta unidade.

“Esta unidade diz-me muito: ambos os meus filhos nasceram aqui. O meu filho mais velho nasceu quando tinha oito meses de gestação e foi aqui tratado”, contou o almirante, que momentos antes, em conversa com médicos, tinha comentado que naquele serviço do Hospital de São Xavier se sente “um respirar diferente, tal como no Hospital de São João no Porto”.

“A unidade obstétrica tem muita capacidade, mas também denota problemas. Foi importante estar aqui e ouvir, de forma direta, os testemunhos dos problemas que sentem médicos, enfermeiros e auxiliares de saúde”, disse.

Neste contexto, o almirante Gouveia e Meio declarou-se depois “totalmente defensor do SNS, porque é essa a única forma de haver coesão social, garantindo que nenhum cidadão tenha a sua saúde dependente da sua capacidade financeira”.

“Este é um requisito básico para termos uma sociedade coesa e humanizada. É isso que defendo”, salientou, antes de deixar uma crítica indireta a uma eventual evolução do sistema de saúde português para um modelo norte-americano.

“Sou contra a fragilização do SNS. Acho que devemos definir qual é o rumo que queremos para a saúde em termos genéricos, mas nunca através da fragilização do SNS”, acrescentou.

O candidato presidencial Gouveia e Melo classificou como “deploráveis” os insultos de natureza racista de que terá sido alvo a deputada socialista Eva Cruzeiro e que motivaram a abertura de um inquérito no parlamento.

Confrontado com este caso ocorrido na Assembleia da República, o ex-chefe de Estado-Maior da Armada afirmou: “Esse tipo de afirmações acho completamente deploráveis”.

<p“Somos um país que foi para muitas terras. Desde 1500 que globalizámos o mundo e, portanto, isso não tem nada a ver com a nossa cultura. A verdadeira cultura portuguesa não é essa”, frisou.

Perante os jornalistas, o candidato presidencial foi ainda confrontado com um outro caso, relacionado com um vídeo que terá sido enviado pelo vice-presidente do Chega, Pedro Frazão, para o movimento Reconquista.

Henrique Gouveia e Melo referiu então que “há leis contra a discriminação, e as autoridades têm de agir de acordo com a lei”.

“Sobretudo quando essa discriminação é óbvia e é propagada nos meios de comunicação social através de ideias que contrariam a nossa democracia, o nosso espírito democrático e até às nossas leis”, rematou.

No final da visita ao serviço de neonatologia do Hospital de São Francisco Xavier, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada foi também questionado sobre o facto de os seus adversários na corrida a Belém o estarem a acusar de imaturidade e de dizer disparates.

“Não respondo porque isso é a política da pequena intriga. Eu não me meto nessa política. Eu meto-me na política dos grandes problemas, que afetam todos os portugueses”, alegou.

Neste contexto, Gouveia e Melo procurou também salientar a sua condição de candidato presidencial “independente”.

“O que desejo é independência no Palácio de Belém, com moderação e capacidade para ajudar o país a evoluir. Este país precisa de evoluir e transformar-se verdadeiramente”, acrescentou.

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