Ucrânia Se Prepara para Mudar de Estratégia na Guerra Diante da Falta de Apoio Ocidental

Invasão de Drones Russos na Estônia: Conflito Militar Torna-se 'Inevitável'

Atualmente, Nova Iorque se tornou o centro das atenções, e a Ucrânia busca aproveitar essa oportunidade para se fazer ouvir. Volodymyr Zelensky está em busca de apoio de aliados, especialmente de Donald Trump, com quem se reunirá esta semana durante a Assembleia-Geral da ONU.

A Reuters relata que essa visita faz parte de uma estratégia mais ampla, já que a Ucrânia se prepara para uma nova fase na guerra, mirando mais para seus recursos internos.

Com a incerteza em relação às posições e opiniões de Donald Trump, Kiev começa a ficar cética quanto à aplicação de sanções significativas à Rússia por parte dos Estados Unidos. Por esse motivo, Zelensky adotará uma abordagem mais pragmática nesta viagem, ajustando suas expectativas sobre o que pode conseguir.

Embora a pressão da diplomacia europeia e o descontentamento da Ucrânia com os eventos ocorridos em fevereiro na Casa Branca tenham trazido resultados — como a retomada do compartilhamento de informações secretas e o envio de armas autorizado por Joe Biden —, as últimas semanas indicam um claro impasse.

Donald Trump já declarou que pretende avançar com sanções, principalmente em relação ao petróleo russo, mas somente se todos os países da NATO também o fizerem.

Entretanto, é pouco provável que isso aconteça antes de 2027, devido à resistência de países como Eslováquia e Hungria em renunciar à energia russa. Por exemplo, Portugal está legalmente comprometido a adquirir gás natural liquefeito da Rússia até 2027.

Diante desse cenário, a Ucrânia se prepara para a possibilidade de que a guerra se estenda indefinidamente, uma visão compartilhada pela população. De acordo com Anton Grushetsky, chefe do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, apenas 18% dos ucranianos acreditam que os combates podem terminar ainda este ano.

Esse sentimento é ainda mais forte entre as forças armadas. Segundo a Reuters, um think tank que anteriormente estudava maneiras de sancionar o governo russo atrásra se dedica a analisar dados para ajudar o exército a identificar alvos para ataques aéreos com drones.

A análise da situação não se limita à falta de sanções ou à diminuição do apoio militar dos Estados Unidos. Em Kiev, compreende-se que até mesmo entre os aliados europeus, há uma perda de influência.

Se a ajuda externa não é suficiente, a Ucrânia está buscando alcançar seus objetivos de forma independente, como demonstram os ataques com drones a portos e refinarias russas.

De qualquer modo, Zelensky espera solicitar a Trump a implementação de mais sanções, enquanto Kiev também se prepara para organizar uma cúpula com o objetivo de colocar a Crimeia nas negociações, um tema que provavelmente não agradará à Casa Branca, que já admitiu que concessões nos territórios atuais podem ser necessárias, nem mesmo falando de uma região ocupada em 2014.

“Nova Iorque é a plataforma de todos os meses de setembro. É um local super importante para se estar”, afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergiy Kyslytsya, em declarações à Reuters.

“Gostaria que o processo fosse mais ágil, mas nunca existem soluções fáceis para conflitos dessa magnitude. Portanto, não vamos voltar de Nova Iorque com soluções simples. Continuaremos a trabalhar arduamente em Nova Iorque”, reiterou.

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