MADRI 22 de out. (EUROPA PRESS) –
O presidente do Conselho de Administração da Carris, Pedro de Brito Bogas, apresentou sua demissão após a Oficina de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos e Ferroviários (GPIAAF) concluir esta semana, em um relatório preliminar, que o cabo do funicular acidentado no início de setembro, que deixou 16 mortos, não estava certificado para o transporte de pessoas.
O prefeito de Lisboa, Carlos Moedas, reuniu-se nesta quarta-feira com De Brito e aceitou sua renúncia, “estendendo-a a todos os demais membros do Conselho de Administração da empresa”, que opera o funicular. O regente “aceitou e compreendeu os motivos apresentados” e considerou essencial a nomeação de quem será seu sucessor.
Moedas destacou “a profissionalidade e valentia com que, durante o momento mais difícil de seu mandato, após o trágico acidente do funicular de Gloria, o atual Conselho de Administração defendeu os interesses da empresa”.
Além disso, explicou que “o atual conselho garantirá a gestão, dentro dos prazos legais, até que se eleja” o novo presidente e a nova diretoria da referida empresa. Por fim, ressaltou seu compromisso em “restaurar o mais breve possível a plena confiança e credibilidade de uma empresa essencial” para Lisboa.
O cabo que unia as duas cabines, permitindo assim seu movimento com um mecanismo de contrapeso, rompeu-se no dia 3 de setembro por volta das 18h (horário local), provocando o descarrilamento do funicular, que resultou na morte de 16 pessoas de oito países, além de cerca de uma dezena de feridos.
