O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, acusou o Governo de querer “diminuir” o impacto da greve.
O novo secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, durante a sessão de encerramento do 15.º Congresso da intersindical, que tem como lema “Com os Trabalhadores, Organização, Unidade e Luta! Garantir Direitos, Combater a Exploração – Afirmar Abril por um Portugal com Futuro”, no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha, Seixal, em 24 de fevereiro de 2024.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou, em conferência de imprensa, que aderiram à greve desta quinta-feira três milhões de pessoas.
Tiago Oliveira classificou a greve como uma “grande” greve geral e acusou o Governo de querer “diminuir” o impacto da greve. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, ao fazer um balanço da greve geral desta quinta-feira, afirmou que, embora o executivo “respeite quem exerce” o direito à greve, a “esmagadora maioria do país está a trabalhar”.
“Respeitamos mesmo o direito à greve e ouvimos sempre aqueles que o exercem. Manteremos sempre a mesma abertura para o diálogo que neste processo temos demonstrado com várias aproximações, nas várias reuniões e encontros”, disse António Leitão Amaro.
O governante salientou que, tendo em conta os níveis de adesão, “esta parece mais uma greve parcial de alguns setores da função pública”. De fato, alguns setores têm impacto – como o dos transportes e os assistentes nas escolas – que afetam muitos mais. Mas repito: o nível de adesão no conjunto do país à greve geral é inexpressivo, em particular no setor privado e social. A grande maioria dos portugueses está a trabalhar. O ministro da Presidência lançou também um desafio: “Convido as pessoas a que olhem à sua volta, vejam a sua vida, os próprios, teremos provavelmente mais pessoas que, se não foram trabalhar, foi por causa dos transportes”.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, descreveu ainda as taxas de adesões em alguns setores. Referiu que as lotas de norte a sul do país estão encerradas. Quanto aos portos de Lisboa, Aveiro e outros estão “sem movimento de barcos”. Entre as empresas, o secretário-geral da CGTP salientou que na Superbock Logística e na Dancake a adesão é de 100%. Em relação à hotelaria, cantinas e refeitórios, estes estão “encerrados”. No comércio, a Auchan das Amoreiras teve uma adesão de 100% e a logística da Mercadona em Almerim está nos 75%, de acordo com os dados da estrutura sindical.
Na Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, a adesão foi de 100%, enquanto a Autoeuropa tem a “produção parada”, referiu Tiago Oliveira. “No aeroporto de Lisboa e do Porto, a adesão é de 90%; o aeroporto de Faro está encerrado e no Metro de Lisboa, a adesão é de 100%”, disse Tiago Oliveira.
Na função pública, Tiago Oliveira referiu que, por exemplo, nos setores da educação e da saúde, administração local e na cultura, a adesão varia entre 80% e 100%.
