Esqueçam o Ruído, Vamos Focar no Futuro, Afirma Diplomata Norte

"Esqueçam o Ruído, Vamos Focar no Futuro", Afirma Diplomata Norte


“Nas notícias, parece que a relação transatlântica vive dias complicados, mas a verdade é que a relação é dinâmica, resiliente, por vezes muito complicada, como qualquer boa parceria”, afirmou hoje um diplomata americano em Lisboa.

Foi com um copo de vinho da Madeira que um dos pais fundadores dos Estados Unidos brindou à independência do país há 250 anos. Thomas Jefferson – que se tornaria o terceiro presidente dos EUA – guardava o vinho da Madeira religiosamente na adega de sua casa em Monticello, Virginia.

A relação entre os dois países é longa. Portugal foi também um dos primeiros países do mundo a reconhecer a independência dos EUA em relação à Inglaterra.

Após um ano de tensões geopolíticas desde o retorno de Donald Trump ao poder, Portugal e os Estados Unidos devem concentrar-se no futuro e desconsiderar os conflitos do presente, defendeu um diplomata norte-americano baseado em Lisboa.

No seu discurso, destacou o centro de dados de Sines, “um dos maiores da Europa”, que, quando concluído, terá mais potência do que todos os centros de dados da Espanha juntos, em um investimento dos norte-americanos da Davidson Kemper.

A startup portuguesa Sword Health, avaliada em 4 mil milhões de dólares, está presente no mercado norte-americano utilizando “inteligência artificial para revolucionar a saúde”.

Ele também mencionou os investimentos da Hovione, Sodecia e TMG nos EUA, “criando centenas de empregos”.

Por outro lado, também destacou os investimentos das empresas dos EUA em Portugal: 2,4 mil milhões em 2024, sendo os EUA o maior país investidor fora da União Europeia.

Aumento no número de turistas norte-americanos também foi mencionado pelo diplomata. “Todos levam uma bela lata de sardinha. Nas minhas contas, foram 10 milhões de euros em presentes de peixe, azeite e nostalgia”.

Mais de 2,5 milhões de turistas estiveram em Portugal em 2025, gastando três mil milhões de euros.

Na Venezuela, sublinhou que os EUA “estão cientes dos 500 mil portugueses” que residem lá.

Iniciou seu discurso relembrando o começo de sua carreira diplomática na cidade mexicana de Matamoros, que fica próxima a uma das fronteiras com o Texas, nos EUA. “Não é o lugar mais bonito do mundo. Era muito duro, por vezes violento, mas com boas pessoas trabalhadoras”.

Recordou um incidente em que um bombeiro aposentado da Califórnia, em férias na cidade, foi preso na fronteira por ter cartuchos de espingarda em sua autocaravana, sendo suspeito de contrabando de munições para o México.

Douglas A. Koneff tinha uma boa relação com o procurador mexicano envolvido no caso e trabalhou para convencê-lo de que o aposentado norte-americano apenas cometera um erro ao atravessar a fronteira sem pensar que as munições poderiam ser um problema, correndo o risco de passar anos na prisão. O procurador se convenceu e o aposentado acabou sendo libertado.

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