Uma fragata da Marinha Portuguesa já está no mar, com uma tripulação de 165 pessoas, destinada a uma missão da NATO de quatro meses no Mar Báltico, para “controlar a presença russa” na região, que continua a causar apreensões.
Como as histórias da mídia descrevem a viagem para “uma zona estratégica em um momento sensível”, o SIS – o serviço de informações de segurança do país – revelou que o serviço de informações militares da Rússia, GRU, executou uma operação de ciberespionagem em escala global, destinada a comprometer roteadores, com o objetivo de interceptar e exfiltrar informações sensíveis referentes a infraestruturas críticas, de natureza militar e governamental.
O SIS afirma que, assim, se uniu a parceiros na Alemanha, Canadá, República Checa, Dinamarca, Eslováquia, Estados Unidos da América, Estônia, Finlândia, Itália, Letônia, Lituânia, Noruega, Polônia, Romênia e Ucrânia “para emitir um alerta coordenado visando avisar o público e incentivar administradores de rede e proprietários de dispositivos a tomarem as medidas necessárias para reduzir o potencial impacto e a extensão desses ataques.”
“Com base na exploração hostil desse equipamento, a unidade cibernética da GRU – comumente conhecida como ‘APT28’, ‘Fancy Bear’ e ‘Forest Blizzard’ – desde 2024 comprometeu não apenas credenciais e tokens de autenticação, mas também comunicações por e-mail e dados de navegação na internet protegidos por protocolos SSL e TLS, redirecionando o tráfego online que passa pelos roteadores das vítimas para uma infraestrutura de TI remota sob controle do ator da ameaça”, explica o SIS.
Esta operação russa “mais uma vez destaca a sofisticação, natureza encoberta e alcance global dos agentes de ameaças que operam regularmente no ciberespaço para perseguir clandestinamente os objetivos táticos e estratégicos de estados hostis”, continua o serviço.
O resultado é “o comprometimento de informações sensíveis e da privacidade digital de cidadãos e instituições em todo o mundo.”
O SIS aconselha o público a entrar em contato com seus escritórios – ou qualquer uma das autoridades nacionais de cibersegurança relevantes – se suspeitar que foi alvo ou comprometido por esta última operação de ciberespionagem da GRU.
Fonte: SIC Notícias/ Lusa
