De acordo com a informação recebida, o requisito do Pilar 2 (P2R) para o BCP a partir de 1 de janeiro de 2026 é de 2,15%, representando uma redução de 10 pontos base, reflexo de uma avaliação mais favorável do Supervisor em relação ao risco global do banco.
O Banco Comercial Português comunicou ao mercado que recebeu a decisão do Banco Central Europeu (BCE) no âmbito do Processo de Revisão e Avaliação Supervisória (SREP) sobre os requisitos mínimos prudenciais a serem cumpridos em base consolidada a partir de 1 de janeiro de 2026.
O BCE definiu os requisitos mínimos de fundos próprios com base no total de ativos ponderados pelo risco (RWA).
A partir de janeiro, o rácio mínimo de CET1 que o BCP deve atender é de 10,28%; o mínimo de Tier 1 é de 12,18% e o rácio de capital total situa-se em 14,72%.
Esses rácios incluem almofadas de capital regulamentar. “Os buffers incluem a reserva de conservação de fundos próprios de 2,5%, a reserva para outras instituições de importância sistêmica (O-SII) de 1,0%, a reserva contra cíclica de fundos próprios (CCyB) de 0,80% – valor pró-forma em setembro de 2025: média ponderada das exposições por país pela respetiva reserva contracíclica, sendo 0,75% para exposições em Portugal” e de 1% para exposições na Polônia, recalculada trimestralmente – “e a reserva para risco sistêmico setorial de 0,27% (valor variável, com referência a setembro de 2025, correspondente a 4% sobre o montante das posições em risco sobre a carteira de retalho de pessoas singulares garantidas por imóveis destinados à habitação localizados em Portugal)”, explica o banco.
Os rácios estimados em 30 de setembro de 2025, em base consolidada, superam amplamente os mínimos exigidos de CET1, Tier 1 e rácio total, incluindo todas as reservas mencionadas, demonstrando a sólida capitalização do BCP.
