A polícia militar GNR de Portugal emitiu um aviso sobre o aumento de fraudes online relacionadas com a Copa do Mundo FIFA 2026, alertando os fãs de futebol e colecionadores para ficarem especialmente atentos, à medida que criminosos tentam explorar o interesse no torneio.
Segundo a GNR, os golpistas estão cada vez mais a utilizar esquemas relacionados com a Copa do Mundo para roubar dinheiro, informações pessoais e dados bancários, sendo que a ameaça deve intensificar-se à medida que a competição avança.
O alerta surge em meio a um aumento acentuado de sites temáticos da FIFA. Globalmente, mais de 13.000 domínios de internet relacionados à FIFA foram registrados entre janeiro e maio deste ano, com cerca de 8,8% identificados como suspeitos ou potencialmente maliciosos.
A GNR afirma que os cibercriminosos geralmente se baseiam em três táticas: criar uma falsa sensação de urgência, impersonar organizações legítimas e persuadir as vítimas a entregarem dinheiro ou informações pessoais sensíveis.
As autoridades já registraram seis queixas em Portugal relacionadas a fraudes de adesivos da Copa do Mundo, envolvendo sites fraudulentos e plataformas de mídia social que vendem colecionáveis inexistentes ou falsificados.
A força policial identificou vários tipos recorrentes de fraudes associadas ao torneio, incluindo sites falsos de venda de ingressos, lojas de produtos falsificados, serviços de streaming fraudulentos, aplicativos móveis maliciosos e plataformas de apostas ilegais.
Um dos esquemas mais comuns envolve sites que imitam de perto páginas oficiais da FIFA, oferecendo ingressos, produtos ou prêmios de competições. As vítimas frequentemente são pressionadas a fazer pagamentos imediatos através de métodos difíceis de recuperar, incluindo transferências de criptomoeda e carteiras digitais.
A GNR também alerta contra e-mails de phishing e mensagens em mídias sociais que falsamente afirmam ser da FIFA, frequentemente promovendo sorteios de ingressos, concursos ou alertas de segurança projetados para enganar os usuários a revelar informações pessoais.
Outras fraudes envolvem lojas online falsas que vendem produtos da Copa do Mundo ou álbuns de adesivos, links de streaming fraudulentos compartilhados logo antes do início dos jogos, e aplicativos maliciosos baixados de fontes não oficiais.
A força também destacou fraudes relacionadas a criptomoedas, onde as vítimas são incentivadas a investir em ativos digitais falsos supostamente ligados ao torneio, além de sites de apostas não licenciados que aceitam depósitos mas não pagam os prêmios.
A GNR aconselha os consumidores a serem céticos em relação a ofertas que parecem boas demais para serem verdade, especialmente se envolverem preços incomumente baixos, solicitações de pagamento via criptomoeda ou MB Way, exigências de cópias de documentos de identidade, ou endereços de sites que diferem ligeiramente do site oficial da FIFA.
Os fãs também são aconselhados a não clicar em links relacionados à FIFA não solicitados, não instalar software promovido através de sites de streaming não oficiais e não compartilhar detalhes bancários em plataformas não verificadas.
Quem acredita ter caído em uma fraude é encorajado a relatar o incidente à delegacia de polícia local para que as autoridades possam monitorar e investigar as novas tendências de fraudes.
