Mais de 15.000 visitam a icónica Torre de Belém desde a sua grande renovação

Mais de 15.000 visitam a icónica Torre de Belém desde a sua grande renovação


Mais de 15.000 pessoas visitaram a Torre de Belém em Lisboa durante as três primeiras semanas desde a sua reabertura ao público, após grandes obras de renovação.

O número de visitantes registado desde 27 de maio foi anunciado pela organização estatal Museus e Monumentos de Portugal (MMP), que afirma em seu site que isso reflete “a importância cultural e patrimonial” do monumento do século XVI, que está inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1983 e é considerado um dos principais símbolos da capital portuguesa.

O monumento foi reaberto após um ano de trabalho realizado sob o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), envolvendo um investimento de aproximadamente 1 milhão de euros.

A diretora da MMP, Margarida Donas Botto, explica que a torre manuelina foi “refrescada” e atrásra está “brilhando por dentro e por fora”.

Botto também destacou a restauração do lustre característico da pedra lioz – material utilizado na construção da torre – cuja limpeza restituiu ao monumento seu “esplendor original”.

Os trabalhos incluíram a consolidação e limpeza das superfícies de pedra, a recuperação de caixilhos de janelas, reforço estrutural e modernização de sistemas técnicos e elétricos. Esta foi a primeira grande restauração desde 1998.

A reabertura da torre foi acompanhada pela introdução de um novo sistema de gestão de visitantes, baseado em horários de entrada pré-agendados, com o objetivo de melhorar a experiência das pessoas e garantir a preservação do monumento.

O sistema estabelece um máximo de 60 admissões a cada meia hora – com um limite diário de cerca de 900 visitantes – reduzindo assim a pressão sobre os espaços interiores, particularmente a escada em espiral que conecta os vários andares da torre.

De acordo com Margarida Donas Botto, a mudança visa resolver as longas filas que costumavam se formar antes da torre fechar para as obras de renovação, quando muitos visitantes ficavam expostos às intempéries por longos períodos e, em alguns casos, não conseguiam entrar. Também aconteceram casos em que pessoas ficaram para trás…

Botto também argumenta que a leve redução na capacidade diária decorre de preocupações de segurança e conservação do patrimônio, considerando essencial garantir a sustentabilidade futura de um monumento que recebe anualmente mais de 400.000 visitantes.

A possibilidade de oferecer visitas noturnas está sendo considerada como uma forma de diversificar a oferta ao público, acrescentou.

Localizada na margem norte do rio Tejo, a Torre de Belém foi construída no início do século XVI como uma estrutura defensiva na foz do rio e é um dos símbolos mais reconhecíveis da expansão marítima portuguesa.

Inscrita como Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1983, juntamente com o Mosteiro dos Jerónimos, continua a ser um dos monumentos mais visitados do país e uma das principais atrações culturais e turísticas da capital.

Fonte: Lusa

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