Bitcoin e outros criptoativos despencam com novas tarifas de Trump sobre a China

Bitcoin e outros criptoativos despencam com novas tarifas de Trump sobre a China

O mercado de criptomoedas está passando por uma grande onda de liquidações após o anúncio do Presidente dos Estados Unidos sobre novas tarifas contra a China. O desafio tarifário de Donald Trump ao seu rival fez impacto nos mercados, com Wall Street encerrando a semana com uma queda significativa.

As criptomoedas estão em um movimento intenso com liquidações em massa, provocadas pela ameaça de tarifas à China. Esta situação teve um impacto imediato, fazendo com que Wall Street terminasse a semana em queda. A corrida de liquidações atingiu as principais criptomoedas, incluindo Bitcoin e Ethereum.

“O preço do Bitcoin continuou em baixa no sábado, com uma queda adicional de 2,3% após uma forte desvalorização das ações de tecnologia e ativos de risco”, relatou a plataforma financeira Investing.com neste sábado, 11 de outubro.

No X (antigo Twitter), o clima é de crash. O português Miguel Milhões, fundador da Prozis, comentou: “Nas últimas 24 horas, foram liquidadas 1,6 milhões de traders de crypto!! Um total recorde de 20 bilhões de USD! – dez vezes mais que o segundo maior dia de liquidação!!”.

Esse cenário de liquidações gerou uma onda de 19 bilhões de dólares em perdas, com investimentos superalavancados sendo liquidado em poucas horas. O que foi chamado de “o maior evento de liquidação da história das criptomoedas” mostrou, segundo dados da CoinGlass, que mais de 1,6 milhões de traders foram liquidadas em 24 horas, com 7 bilhões de dólares eliminados em uma única hora.

A agitação começou na manhã de sexta-feira, quando Donald Trump sinalizou a possibilidade de impor novas tarifas à China em resposta ao endurecimento da exportação de terras raras, intensificando após a confirmação. O Presidente anunciou que os Estados Unidos imporão uma sobretaxa de 100% sobre as importações da China, a partir de novembro, em resposta a medidas comerciais “extremamente hostis” de Pequim.

A partir de 1º de novembro – ou até antes, “dependendo de quaisquer ações ou alterações futuras tomadas pela China” – os Estados Unidos aplicarão “uma tarifa de 100% à China, além de qualquer tarifa que já esteja sendo paga”, escreveu Trump na rede social Truth.

No final do dia de ontem, a Investing.com relatava: “analistas observam uma queda no volume de compras e um aumento nas ordens de proteção, enquanto o Bitcoin volta a testar zonas de suporte psicológico”. Fabio Plein, diretor regional para as Américas da Coinbase, no entanto, expressou algum otimismo, mencionando uma “correção técnica típica após o Bitcoin ter alcançado um novo topo histórico”.

A perspectiva de um conflito econômico prolongado entre as duas maiores economias do mundo, trazendo estrangulamentos nas cadeias de abastecimento, reascende os temores de desaceleração econômica, o que diminui o apetite por ativos com alta volatilidade, elevando a percepção de risco, não apenas nas criptomoedas, mas também nas bolsas globais, que recuaram em conjunto.

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