As tarifas de 25% sobre a importação de automóveis foram impostas pelo governo dos Estados Unidos em abril. Desde então, várias empresas têm enfrentado quedas nas suas ações e buscam soluções para minimizar esse impacto.
As tarifas implementadas pelo governo de Donald Trump à importação de automóveis estrangeiros já resultaram em uma queda significativa nas ações de diversas montadoras. Para lidar com essa situação, as empresas estão explorando alternativas.
Um exemplo é a fabricante japonesa Nissan, que está se adaptando às tarifas estabelecidas pelos Estados Unidos por meio do fornecimento duplo e de cadeias de fornecimento locais para os componentes.
As ações da Nissan já caíram 21% no acumulado do ano.
De acordo com a “CNBC”, outras empresas estão optando por aumentar os preços, implementar taxas de importação, reduzir o número de funcionários e até mesmo interromper a produção.
Jeremie Papin, diretor financeiro da Nissan, afirmou que essas tarifas representam “um obstáculo significativo para todos os importadores nos Estados Unidos.”
Em conversa com a “CNBC”, o diretor financeiro destacou que a empresa alterou sua estratégia financeira: “Temos feito muitos ajustes, incluindo o aumento da nossa produção local o mais rápido possível e aproveitando o fornecimento duplo para alguns dos nossos principais modelos.”
“Além da capacidade disponível na América do Norte, estamos constantemente em busca de oportunidades para aumentar nossa presença local,” acrescentou.
Jeremie Papin também comentou que a atual demanda por Inteligência Artificial (IA), que poderia ter causado uma escassez de chips essenciais, não é tão grave quanto se pensava inicialmente. “É um problema menor do que o risco que poderia ter sido. Portanto, definitivamente vemos um otimismo crescente de que não será o cenário catastrófico que poderia ter sido,” afirmou.
No mercado chinês, a empresa está buscando dar mais autonomia às equipes locais, de modo que “produzam rapidamente os veículos que os clientes chineses desejam.” A meta da empresa é reduzir o tempo de lançamento de novos modelos para dois anos, o que representa o dobro da velocidade de produção.
