A AIMA, a agência em dificuldades para integração, migrações e asilo, anunciou quatro dias de greve na próxima semana, o que na prática proporcionará aos trabalhadores um intervalo de nove dias.
Ao anunciar os dias de greve – que ocorrerão em torno do feriado nacional de 4 de junho e incluirão a greve geral de 3 de junho – o Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) citou “problemas estruturais persistentes que afetam seriamente os trabalhadores e o funcionamento dos serviços”.
A diretoria do STM emitiu seu aviso de greve afirmando que “a greve ocorrerá nos dias 1, 2, 3 e 5 de junho”. Com dois fins de semana de cada lado, a ‘pausa’ no trabalho intenso dará aos funcionários da AIMA nove dias longe de suas estações de trabalho.
O STM citou questões como “a degradação crescente das condições de trabalho e o aumento da pressão sobre os trabalhadores, sem o correspondente reforço humano e técnico”.
A “incapacidade de responder rapidamente aos processos de regularização, com impacto direto tanto nos trabalhadores quanto nos cidadãos estrangeiros” e a “preocupação com o uso de ‘terceirização’ em funções técnicas altamente complexas, comprometendo a qualidade do serviço público” são outras preocupações do sindicato, que lamenta a deterioração da imagem institucional da AIMA, com repercussões negativas na apreciação e no reconhecimento dos seus profissionais.
Do ponto de vista dos trabalhadores, afirma o SIC, o governo “não tomou medidas efetivas para garantir a dignidade, estabilidade e reconhecimento dos papéis dos técnicos de migração”. Também falhou em implementar promessas “assumidas no passado”.
O STM enfatiza que está “disponível para o diálogo e para construir soluções que respondam aos problemas identificados”. O sindicato apenas deseja que um processo de negociação sério seja iniciado.
Fonte: SIC Notícias
