Centenas de escolas fechadas e Faculdade de Letras do Porto com 90% de adesão, afirma Fenprof

Centenas de escolas fechadas e Faculdade de Letras do Porto com 90% de adesão, afirma Fenprof


Francisco Gonçalves, secretário-geral da FENPROF, afirmou ao Jornal Económico que a paralisação resultou no fechamento de centenas de instituições de ensino, desde jardins de infância até escolas secundárias. No ensino superior, “há instituições com níveis de adesão significativos”, mencionou ele, referindo-se ao caso da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

“Centenas de escolas de Norte a Sul do país estão encerradas, desde jardins de infância até escolas secundárias”, declarou Francisco Gonçalves, Secretário-geral da FENPROF, ao Jornal Económico, compartilhando essa responsabilidade com José Feliciano Costa.

Em um primeiro balanço realizado às 10h00 desta quinta-feira, 11 de dezembro, Gonçalves informou sobre uma paralisação generalizada e uma mobilização que ultrapassa as expectativas em todos os tipos de estabelecimentos de ensino.

Ele destacou um novo dado em relação às greves. “Temos instituições de Ensino Superior com níveis de adesão significativos”, o que, segundo ele, se deve em grande parte à precariedade enfrentada por jovens investigadores e cientistas, além da preocupação com a extinção da FCT e a fusão com a ANI, programada para o início do próximo ano, o que representa um risco para a investigação fundamental.

A FENPROF, a maior estrutura sindical de professores do país, vinculada à CGTP, demonstra sua força nesta contenda contra o governo de Luís Montenegro: “Não aceitaremos um pacote laboral que destrói direitos, promove a exploração e coloca o país a serviço dos grandes interesses econômicos e financeiros, desequilibrando ainda mais as relações laborais em favor dos empregadores públicos e privados”.

A proposta de reforma do governo, cuja rejeição motivou a união extraordinária das duas centrais sindicais nesta luta, é vista por vários setores da sociedade como um retrocesso civilizacional, empurrando Portugal para lógicas laborais características do século XIX.

Entre os pontos mais criticados estão as medidas que enfraquecem a proteção dos trabalhadores, aumentam a vulnerabilidade diante dos empregadores, tanto públicos quanto privados, e abrem espaço para a degradação das condições de trabalho, sem qualquer consideração humanista ou social, enfatizou a FENPROF.

Em um primeiro balanço ao Jornal Económico, às 10h00 desta quinta-feira, 11, a FNE – Federação Nacional dos Professores, vinculada à UGT, reportou que cerca de 85% das escolas estão encerradas devido à adesão de professores e de assistentes operacionais, administrativos e técnicos.

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