Os Estados Unidos e a Comissão Europeia também têm em vigor planos de apoio à indústria dos semicondutores.
A China está a preparar incentivos de até 70 mil milhões de dólares (59 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) para financiar e apoiar a sua indústria de semicondutores, avançou a Bloomberg na semana passada.
Segundo a Bloomberg, este programa de incentivos oriundo da China é independente dos planos de financiamento governamentais já existentes, como o Big Fund III, um veículo de investimento em ações de 50 mil milhões de dólares (42 mil milhões de euros).
Esse plano pode ser interpretado como uma resposta aos apoios oferecidos pelos Estados Unidos, através do Chips Act (iniciado em 2022), à indústria de semicondutores norte-americana.
Vale lembrar que o objetivo do Chips Act era incentivar a investigação, desenvolvimento e produção de semicondutores no país. Para isso, foram mobilizados 280 mil milhões de dólares (238 mil milhões de euros), sendo que 52,7 mil milhões de dólares (44,9 mil milhões de euros) foram alocados ao financiamento de fábricas de chips nos Estados Unidos, à pesquisa e desenvolvimento, assim como à formação de recursos humanos.
A Europa também desenvolveu a sua própria versão do Chips Act, denominada European Chips Act. Este entrou em vigor em setembro de 2023, fazendo parte de “um pacote mais vasto de medidas para reforçar o ecossistema de semicondutores da UE”, conforme a Comissão Europeia.
O European Chips Act surgiu para “reforçar” o ecossistema de semicondutores na UE, “garantir a resiliência das cadeias de abastecimento e reduzir as dependências externas”, conforme explicado pela Comissão Europeia.
“É um passo fundamental para a soberania tecnológica da União Europeia. Além disso, garantirá que a Europa atinja a sua meta da década digital de duplicar a sua quota de mercado global em semicondutores para 20%”, destacou a Comissão.
O European Chips Act está centrado em cinco objetivos: Reforçar a liderança em investigação e tecnologia; Construir e reforçar a capacidade da Europa para inovar na concepção, fabricação e embalagem de chips avançados; Implementar um quadro adequado para aumentar a produção até 2030; Combater a escassez de competências e atrair novos talentos; Desenvolver um entendimento aprofundado da cadeia de abastecimento global de semicondutores.
No âmbito deste plano, a Comissão já aprovou pelo menos sete decisões de auxílios estatais relacionadas a instalações de semicondutores, com um investimento público e privado total superior a 31,5 mil milhões de euros.
