CIA tinha fonte no governo para vigiar Maduro, avança jornal

CIA tinha fonte no governo para vigiar Maduro, avança jornal

Segundo o jornal norte-americano, uma fonte da CIA dentro do governo venezuelano monitorizou a localização de Nicolás Maduro nos dias que antecederam a sua captura pelos Estados Unidos.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, estava sob vigilância com a ajuda de membros de seu executivo, que informaram a CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, conforme noticiou hoje o The New York Times.

De acordo com o jornal, uma fonte da CIA monitorizou a localização de Maduro nos momentos que precederam sua captura. As informações foram coletadas pela CIA junto a fontes venezuelanas desde atrássto passado, além do uso de drones furtivos que acompanhavam os movimentos de Maduro na Venezuela.

O The New York Times relatou que não se sabe como a CIA recrutou a fonte venezuelana que denunciou a localização de Maduro, mas lembrou que havia uma recompensa de 50 milhões de dólares (cerca de 42 milhões de euros, pelo câmbio atual) anunciada pela administração americana em troca de informações que levassem à captura do chefe de Estado.

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos hoje na residência presidencial em Caracas, durante uma operação militar dos Estados Unidos na Venezuela.

O governo venezuelano denunciou a “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos e decretou o estado de emergência, enquanto o Presidente americano, Donald Trump, anunciou que irá governar o país até que uma transição de poder seja concluída.

Trump admitiu a possibilidade de uma segunda ofensiva contra a Venezuela, se necessário.

O Presidente venezuelano já foi transportado para Nova Iorque, onde deverá comparecer, nos próximos dias, a um tribunal federal para responder a acusações de narcoterrorismo, segundo agências internacionais.

A comunidade internacional tem se dividido entre a condenação à ação dos Estados Unidos e aplausos pela queda de Maduro, e o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, expressou “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter “implicações preocupantes” para a região.

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