A polícia de PJ prendeu recentemente um homem indiano no aeroporto de Faro, suspeito de fraudar o programa de saúde dos EUA, Medicare, em milhões. Mas atrásra parece que o pedido pode não ser ‘kosher’.
O homem preso – um trabalhador de 39 anos que atua como entregador de comida na Glovo – está contestando a ordem de extradição, assinada pelas autoridades dos Estados Unidos, e pode ter sucesso. O advogado Pedro Pestana afirma que o fato de Syed Abedi, 39, ter um filho nascido em Portugal pode ser suficiente para bloquear a extradição, além do fato de que as autoridades dos EUA “não forneceram qualquer forma de prova de que o réu cometeu os crimes” dos quais é acusado – e dos quais ele também se defende.
Por enquanto, o pai de quatro filhos, Abedi, permanece em custódia preventiva enquanto as questões legais são debatidas.
De acordo com as autoridades dos EUA: “Em 2023, Syed Abedi e sua esposa cometeram fraude contra o Medicare, um programa de benefícios de saúde, cobrando irregularmente por kits de teste de COVID-19 que nunca foram fornecidos ou solicitados pelos beneficiários do Medicare.”
A acusação dos EUA alega que Abedi comprou um laboratório de testes no Texas, e foi por meio deste que ele realizava sua ‘fraude de milionário’.
O Medicare pagou à empresa aproximadamente 31 milhões de dólares pelos pedidos de reembolso (cerca de 26 milhões de euros), explica Correia da Manhã – dizendo que “Syed recebeu milhares de dólares em suas contas pessoais, mas atrásra não há vestígios deles.”
Essa história confusa é igualmente complicada pelo fato de que a ordem de extradição dos EUA é apenas para Syed, e não para sua esposa (que supostamente co-autorizou a fraude).
Como explica o advogado de Abedi, seu cliente nega tudo – acreditando que pode ser vítima de roubo de identidade ou simplesmente de um trabalho investigativo deficiente.
Fonte: Correio da Manhã
