Governo de São Tomé e Príncipe busca financiamento para construção de aterro sanitário

Governo de São Tomé e Príncipe busca financiamento para construção de aterro sanitário


Segundo Nilda da Mata, o aterro sanitário será construído em um terreno de cerca de 12 hectares, no distrito de Lobata, onde já “foi feito todo o levantamento” e “não há problemas em termos ambientais”.

O Governo de São Tomé e Príncipe busca financiamento para criar um aterro sanitário que encerre as lixeiras a céu aberto espalhadas pelo país, reduzindo problemas ambientais e riscos à saúde pública, conforme anunciou a ministra do Ambiente.

De acordo com Nilda da Mata, a construção do aterro sanitário está prevista para um terreno de aproximadamente 12 hectares no distrito de Lobata, onde “todo o levantamento já foi realizado” e “não há questões ambientais a serem consideradas”.

A ministra destacou que uma consultoria pública está em andamento, com o apoio da União Europeia, que está realizando “um estudo de viabilidade” para avançar com a construção assim que o financiamento for encontrado.

Nilda da Mata lamentou a fraca colaboração da população, aliada à escassez de recursos para a coleta e tratamento adequado dos resíduos em tempo hábil, o que tem permitido o surgimento de pequenas lixeiras em quase todas as comunidades do país, gerando um cenário caracterizado por mau cheiro, multiplicação de moscas e fumaça resultante de queimadas frequentes ao longo do dia.

“Tem sido muito difícil. O comportamento cívico da população mudou bastante”, enfatizou.

A ministra do Ambiente defendeu que “toda a gente tem que colaborar” e manifestou a possibilidade de recorrer à lei base do ambiente de 1999, que prevê o princípio de poluidor-pagador e outras normas que impõem “multas” a cidadãos e empreendedores que poluem o ambiente.

A localização proposta para o aterro está sendo contestada pelo presidente da Câmara Distrital de Lobata, Euclides Buiu, que alegou que a área é residencial e próxima a uma praia famosa entre turistas.

Em declarações à Lusa, o autarca alertou que a “construção de um aterro para tratamento de lixo tem suas consequências” e destacou que, em São Tomé e Príncipe, a gestão de resíduos é insuficiente e os lixos são misturados.

Além disso, expressou preocupações sobre o transporte dos resíduos que serão coletados em outros distritos e levados para serem depositados no futuro aterro.

Euclides Buiu mencionou que já manifestou sua posição ao Governo e espera, nos próximos dias, discutir a situação com a ministra do Ambiente para encontrar um novo local, admitindo que pode ser no mesmo distrito.

Com a implementação do aterro sanitário, o Governo espera eliminar a principal lixeira a céu aberto do país, localizada na localidade da Penha, a poucos quilômetros da capital são-tomense.

“Aqui se queima lixo, pneus e até animais mortos. Isso prejudica a saúde da população. Muitas moscas entram em casa, dia e noite, é só mosca. Mesmo atrásra, se for à minha casa, verei apenas moscas”, relatou um morador da Penha.

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