Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e Habitação informa que, durante a viagem realizada pelo ministro Miguel Pinto Luz nos últimos dias pela EN2, algumas decisões foram tomadas, incluindo a autorização à IP para realizar um levantamento das necessidades da estrada que se estende por mais de 700 quilómetros, conectando o Norte ao Sul do país.
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, participou em uma audiência perante a Comissão de Economia, Obras Públicas e Habitação, a pedido do grupo parlamentar do Partido Socialista (PS), sobre o “Subsídio Social de Mobilidade” na Assembleia da República, em Lisboa, no dia 28 de maio de 2024.
A Infraestruturas de Portugal (IP) realizará um “levantamento técnico exaustivo” das condições da Estrada Nacional 2 (EN2), que vai de Chaves a Faro, para aprimorar a segurança da via, conforme anunciado pelo Governo.
Além de melhorar a segurança do traçado, os planos incluem a requalificação de marcos e bermas, a criação de parques para autocaravanas e motocicletas, além de outras áreas de descanso. Também será aprimorada a sinalização informativa para destacar a oferta cultural, patrimonial e gastronômica de cada município, em parceria com o Turismo de Portugal. Haverá ainda a construção de marcos de maior dimensão no quilômetro zero e no quilômetro 738, que marcam o início e o fim do percurso da EN2, em Chaves e Faro, respectivamente.
Conforme anunciado por Pinto Luz durante a sua viagem pela EN2, que teve início na terça-feira em Chaves e terminou hoje no Algarve, será realizada a requalificação do trecho entre os quilómetros 425 e 467,9, nos distritos de Santarém e Portalegre, que passa pelos municípios de Abrantes, Ponte de Sor e Avis.
O objetivo dessa empreitada, que implicará um investimento de 10 milhões de euros, será reforçar as condições de segurança e circulação desse trecho, cujo estado de conservação é considerado “insatisfatório”, destaca o Ministério.
No distrito de Faro, será recuperada a plataforma rodoviária no quilômetro 710 da EN2, em São Brás de Alportel, “devido ao abatimento do pavimento causado por fenômenos geotécnicos relacionados com as intempéries do inverno passado”, informa a nota.
Citado no comunicado, o ministro das Infraestruturas e Habitação ressalta o “diálogo permanente” do Governo com “representantes do poder local – independentemente de sua afiliação política”, como “ficou evidente nos 738 quilómetros percorridos, abrangendo 35 municípios”.
Segundo o Ministério das Infraestruturas e Habitação, entre as preocupações exprimidas pelos autarcas estão a necessidade de desclassificar trechos urbanos da EN2, a necessidade de uma decisão sobre o traçado do Itinerário Principal 3 (IP3) em perfil de autoestrada entre Coimbra e Mortágua, e a construção de um acesso da autoestrada 2 (A2) ao futuro heliporto de emergência de Vila de Rei.
