A Câmara Municipal de Lisboa está considerando a compra de um complexo residencial, localizado entre Beato e Marvila, para evitar a possível evacuação de quase 100 residentes, de acordo com um reportagens do jornal Público.
O município busca uma solução para as famílias que vivem no Pátio da Quintinha, onde a ameaça de despejo levantou preocupações sobre o futuro da comunidade.
O vice-prefeito de Lisboa, Gonçalo Reis, indicou que a câmara está disposta a intervir diretamente adquirindo a propriedade.
“A solução certamente envolverá investimento e aquisição por parte da Câmara Municipal de Lisboa,” disse ele ao Público.
A proposta de compra permitiria ao município tomar controle da propriedade e buscar uma maneira de proteger os residentes da deslocação.
No entanto, ainda não foi anunciada qualquer acordo de compra ou cronograma.
A situação surge em meio a crescentes preocupações sobre a acessibilidade da habitação e a segurança da ocupação em Lisboa, onde o aumento dos preços dos imóveis e a escassez de residências acessíveis têm pressionado cada vez mais os residentes.
A intervenção proposta pela câmara poderia oferecer uma solução para as famílias afetadas, embora o desfecho dependa das negociações sobre a aquisição da propriedade.
O contexto: Propriedade não vendeu em leilão em 2025
O Pátio da Quintinha, um complexo residencial histórico que pertenceu aos Marqueses de Marialva, foi colocado em leilão em novembro de 2025, com uma avaliação inicial de €2,35 milhões. A propriedade de 3.388 metros quadrados, composta por 49 unidades independentes, foi oferecida à venda após processos de execução de dívidas envolvendo a construtora A. C. Rodrigues.
Segundo o Jornal de Negócios, o leilão foi encerrado em 14 de novembro de 2025, com uma maior oferta de apenas €1,05 milhões, bem abaixo do preço mínimo aceitável de aproximadamente €2 milhões. A oferta foi considerada condicional, sem venda imediata confirmada.
Na época, 33 ocupantes ou inquilinos foram identificados, muitos sem contratos escritos devido a arranjos de longa data. O leiloeiro deixou claro que quaisquer futuras evacuações ou regularização de arranjos de locação seriam responsabilidade do eventual comprador.
