Na sua segunda mensagem de Natal como líder do executivo PSD/CDS-PP, Luís Montenegro expressou a convicção de que não haverá eleições legislativas antecipadas até 2029 e pediu que, até ao final da legislatura, todos se concentrem no interesse do país.
O primeiro-ministro, Luis Montenegro (D), durante o debate do Estado da Nação, na Assembleia da República, em Lisboa, 17 de julho de 2025.
O primeiro-ministro argumentou que Portugal está numa fase de mudança, onde é necessário substituir a “mentalidade do deixar andar” pela da superação, citando o futebolista Cristiano Ronaldo como exemplo do espírito de afirmação pela excelência.
Na sua mensagem de Natal, Montenegro reafirmou a certeza de que não haverá eleições legislativas antecipadas até 2029, fazendo um apelo para que todos se concentrem em cumprir as suas responsabilidades, assegurando um futuro mais próspero para Portugal e para cada português.
“Não temos de estar todos de acordo, mas precisamos reconhecer que a nossa opinião individual não é a mais importante (…) Agora que teremos cerca de 3,5 anos sem eleições nacionais, é a hora de nos focarmos em nossas responsabilidades e garantir um futuro mais próspero para todos os portugueses”, advertiu.
O primeiro-ministro destacou os resultados econômicos dos últimos anos, enfatizando que eles oferecem razões para acreditar que o país está “no caminho certo”.
“Portugal é hoje uma referência a nível europeu e mundial. Os rendimentos dos portugueses estão a subir e nossa economia está a crescer consistentemente acima da média europeia”, comentou, lembrando a recente distinção de Portugal pela revista “The Economist”.
Montenegro apontou que, diante da atual situação de crescimento econômico e estabilidade financeira, existem duas opções de caminho. “Ou nos contentamos com a situação atual, sabendo que, se mantermos este estado, perderemos em relação à evolução dos outros”, advertiu.
A alternativa, segundo ele, é o país aproveitar a atual conjuntura econômico-financeira e “garantir já” que continuará a crescer mais do que os outros no futuro.
“É a diferença entre jogar para empatar ou ter a mentalidade vencedora de sempre jogar para ganhar. E quiero enfatizar que a minha opção e a do Governo é claramente a segunda”, afirmou.
O primeiro-ministro alertou que “este caminho requer coragem política e uma capacidade reformista”, afirmando que somente essa via permitirá maior eficiência e produtividade, alcançando “novos patamares de rendimento” e “novas ambições salariais”.
“Estamos num momento histórico em que precisamos deixar para trás a mentalidade do deixar andar e adotar a mentalidade da superação. A mentalidade de irmos mais longe e nos afirmarmos pela excelência”, declarou.
“A mentalidade de Cristiano Ronaldo”, sintetizou, avisando que “as coisas não caem do céu” e que este caminho “exige coragem, resistência, capacidade de diálogo e um senso de unidade nacional”.
O primeiro-ministro concluiu que, neste Natal, “a melhor prenda (…) é acreditar mais em Portugal”, desejando a todos “um santo Natal, estejam onde estiverem”.
“Um Natal com orgulho de sermos portugueses e esperança em Portugal”, finalizou.
