Paralisação Quase Total: SPAC Avalia a Greve na Aviação

"Paralisação Quase Total: SPAC Avalia a Greve na Aviação"

“Hoje, os pilotos não estão a voar. Estão apenas a cumprir os serviços mínimos decretados, assegurando as ligações essenciais e demonstrando claramente a força da classe”, destaca o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC).

O SPAC informa que a adesão à greve geral desta quinta-feira é “massiva” entre os pilotos, resultando numa “paragem quase total” das operações aéreas em Portugal.

“Hoje, os pilotos não voam. Cumprimos apenas os serviços mínimos decretados, garantindo as ligações essenciais, mas mostrando inequivocamente a força da classe”, reitera a estrutura sindical.

O presidente do SPAC, Hélio Santinhos, destacou que a maioria dos associados do sindicato “entendeu que este é o momento de traçar um limite”.

Ele acrescentou que a gravidade das medidas propostas pelo Governo “exige uma resposta firme”, afirmando que “não vamos voar” enquanto os direitos dos trabalhadores estiverem “sob ataque”.

Hélio Santinhos afirmou que a paralisação será “total” e que a responsabilidade pelos transtornos “recai inteiramente” sobre aqueles que insistem em legislar contra os trabalhadores.

O SPAC detalhou ainda a adesão à greve entre as várias companhias aéreas. No que diz respeito à TAP, SATA e easyJet, a estrutura sindical destaca que estão apenas a operar em serviços mínimos.

“No Grupo TAP (TAP Air Portugal e PGA): Adesão total, com voos limitados aos serviços mínimos. Quando o planeamento foi fechado em novembro de 2025, estavam previstos 286 voos para 11 de dezembro (243 da TAP e 43 da Portugália). Devido à greve, apenas 63 voos estão agendados, correspondendo exclusivamente aos serviços mínimos obrigatórios. A operação comercial regular está parada”, indica o sindicato.

“No Grupo SATA: Adesão total, com serviços reduzidos aos mínimos. Tanto na SATA Air Açores como na Azores Airlines (SATA Internacional), a operação cumpre estritamente os serviços mínimos decretados, com a frota comercial em terra. No caso da easyJet, a adesão à Greve Geral é quase total, superior a 80%. Até ao momento, além dos serviços mínimos, apenas dois dos voos previstos para hoje ocorreram”, informa o SPAC.

Sobre a Ryanair, o SPAC observa que a adesão à greve “não é total” devido à utilização de “meios operacionais por algumas dessas companhias [referindo-se às low-cost], o que não reflete a posição” dos pilotos baseados em Portugal.

“Muitos dos voos operados esta quinta-feira, de e para Portugal, têm origem em outras bases europeias ou são conduzidos por pilotos estrangeiros deslocados para as bases portuguesas. Esta prática, parte de uma política de rotação de bases constante das low-cost, tem um elevado custo social para os pilotos e suas tripulações, frequentemente servindo para mitigar os efeitos de ações reivindicativas legítimas, mascarando o descontentamento real dos trabalhadores nessas companhias em Portugal”, afirma a estrutura sindical.

O SPAC classifica a “adesão histórica” à greve geral de hoje, aprovada pelos pilotos associados, como “um grito de alerta” contra o pacote “Trabalho XXI” [referindo-se à nova lei laboral do Governo dirigido por Luís Montenegro].

O sindicato destaca que os pilotos pararam esta quinta-feira por se oporem à: “Destruição da Contratação Coletiva: Os pilotos não aceitam a caducidade facilitada das convenções e a redução da sobrevigência, que expõe os Acordos de Empresa à vontade unilateral das companhias; Ao Fim da Segurança no Emprego: Os pilotos rejeitam a troca da reintegração por indemnização em casos de despedimento ilícito. A segurança no emprego é um direito constitucional e um imperativo para a segurança das operações aéreas; À Normalização da Precariedade: Numa sociedade quase com pleno emprego, os pilotos exigem valorização salarial e estabilidade, e não a facilitação de contratos a termo”.

O SPAC também elogiou “a coragem e a determinação” de todos os pilotos que hoje [quinta-feira], “prescindindo do seu salário e enfrentando pressões, mantêm os aviões em terra em defesa do futuro da profissão e dos direitos de todos os trabalhadores” em Portugal.

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