A Parques de Sintra anunciou o lançamento do projeto de conservação e restauro integral da Capela Real do Palácio Nacional de Sintra, com um investimento previsto de cerca de 2,7 milhões de euros.
Quase um século após a última grande campanha de restauro, realizada nas décadas de 20 e 30 do século XX sob a supervisão de Raul Lino, esta intervenção visa devolver ao espaço sua autenticidade histórica e permitir uma melhor apreciação da riqueza dos materiais que conferem uma identidade visual marcante.
Por se tratar de um local onde se entrelaçam séculos de história, diversos materiais, técnicas construtivas complexas e uma forte carga simbólica, o projeto demandou uma investigação aprofundada e sua implementação contará com uma equipe multidisciplinar.
Os trabalhos abrangerão a totalidade da Capela e dos espaços circundantes, incluindo tanto o interior quanto o exterior, com ações direcionadas ao reforço estrutural e à requalificação da cobertura e dos sistemas de drenagem, fundamentais para garantir a preservação a longo prazo.
A duração estimada para esta empreitada é de 22 meses.
A Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa inteiramente pública, fundada em 2000, após a classificação da Paisagem Cultural de Sintra como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. A empresa não utiliza o Orçamento do Estado, sendo a recuperação e manutenção do patrimônio geridas por meio das receitas provenientes de bilheteiras, lojas, cafetarias e aluguel de espaços para eventos.
Nos últimos dez anos, as áreas sob gestão da empresa (Parque e Palácio Nacional da Pena, Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e Escola Portuguesa de Arte Equestre) atraíram cerca de 25 milhões de visitantes.
A Parques de Sintra possui treze World Travel Awards como Melhor Empresa do Mundo em Conservação, prêmio que venceu consecutivamente de 2013 a 2025.
Os acionistas da Parques de Sintra incluem a Direção Geral do Tesouro e Finanças (representando o Estado), o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.
