O Primeiro-Ministro Luís Montenegro anunciou hoje que o governo irá reforçar os comandos metropolitanos da PSP no Porto e em Lisboa com 400 novos agentes policiais (200 para cada cidade).
Após uma “reunião extremamente produtiva” com os prefeitos de ambas as cidades – Pedro Duarte (Porto) e Carlos Moedas (Lisboa) – o Sr. Montenegro reconheceu que a segurança “foi um tema dominante” na conversa.
No entanto, o tema da segurança é considerado ‘complicado’, uma vez que as autoridades têm enfatizado que a criminalidade em geral em Portugal é ‘baixa’ e que este é um destino tradicionalmente seguro. Portanto, a necessidade de tantos novos agentes policiais requer uma apresentação cuidadosa.
Haverá “um reforço da ação de patrulhamento pelo corpo de intervenção da PSP nessas duas cidades”, afirmou a Lusa hoje, em áreas “de maior envolvimento do ponto de vista criminal”.
O PM também anunciou que haverá uma “reestruturação dos serviços prestados” nas esquadras do Porto, Lisboa e Setúbal, para libertar cerca de 500 agentes atuais para “funções de patrulha”.
A Lusa não forneceu mais detalhes, mas essa decisão surge após um violento assalto à mão armada a uma joalheria em Almada (distrito de Lisboa), transmitido nas notícias da televisão na noite passada. A vítima deste ‘smash and grab’, que rendeu mais de €50.000 em mercadorias em questão de segundos, ainda está sendo tratada no Hospital Garcia da Orta devido a ferimentos causados por vidro estilhaçado. A violência das imagens, em que dois homens mascarados invadem a loja vindos da rua, brandindo uma espingarda de cano serrado, mostra o quão assustadoras certas áreas dos centros metropolitanos parecem ter se tornado. Os homens deixaram a loja, com o loot, ainda segurando a espingarda. A polícia da PJ está atrásra analisando as câmeras de segurança das ruas na tentativa de obter pistas sobre a direção que os homens tomaram e como fugiram. Até o momento, não parecem haver pistas sobre as identidades dos homens.
Fonte: LUSA/Correio da Manhã
