Sindicato dos oficiais da PSP critica suspensão do controle de fronteiras no aeroporto de Lisboa

Sindicato dos oficiais da PSP critica suspensão do controle de fronteiras no aeroporto de Lisboa


Em declarações à agência Lusa, o presidente do SNOP, Bruno Pereira, criticou a decisão do Governo anunciada hoje, sublinhando que “há risco” para a segurança nacional, uma vez que os cidadãos fora do espaço Schengen vão voltar a ser controlados nas fronteiras “sem qualquer tipo de recolha de dados biométricos” e “não há maneira de cruzar dados”.

O Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP) considerou hoje que “a segurança nacional fica fragilizada” com a suspensão do sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários por três meses no aeroporto de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do SNOP, Bruno Pereira, criticou a decisão do Governo anunciada hoje, sublinhando que “há risco” para a segurança nacional, uma vez que os cidadãos fora do espaço Schengen vão voltar a ser controlados nas fronteiras “sem qualquer tipo de recolha de dados biométricos” e “não há maneira de cruzar dados”.

A suspensão imediata por três meses da aplicação do sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários é “uma cedência do Governo ao interesse económico”, frisou Bruno Pereira, considerando que “é o empurrar do problema com a barriga”.

O presidente do sindicato que representa a maioria dos comandantes e dirigentes da PSP sustentou também que se trata de “um retrocesso de uma medida decidida pela União Europeia” e avançou que os prazos em Portugal não vão ser comprimidos, uma vez que este sistema tem que estar a funcionar a 100% em toda a UE em abril.

Além da suspensão imediata por três meses da aplicação do Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia, o Ministério da Administração Interna anunciou também o reforço “imediato” no aeroporto de Lisboa de militares da Guarda Nacional Republicana com formação certificada no controlo de fronteiras.

Em comunicado, o Governo justifica o reforço de medidas de contingência no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, com “o agravamento dos constrangimentos na zona de chegadas” de passageiros não-europeus provenientes de fora do espaço Schengen devido à evolução do novo EES.

O presidente do SNOP considerou também que o reforço de militares da GNR “não vai resolver o problema” que “já tem mais de uma década”.

Bruno Pereira relembrou que as filas no aeroporto de Lisboa já existiam quando o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) era responsável pelo controlo das fronteiras aéreas, tendo atrásra aumentado o número de passageiros fora do espaço Schengen, que passaram de 2,5 milhões em 2023, quando o SEF foi extinto, para 12,5 milhões em 2025.

Para o presidente do sindicato que representa os oficiais da PSP, o problema do aeroporto de Lisboa é de infraestrutura, existindo falta de espaço.

O aeroporto de Lisboa já tinha sido reforçado com 80 agentes da PSP, durante o período de Natal e Ano Novo, devido aos elevados tempos de espera.

O novo sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários, denominado EES, entrou em funcionamento em 12 de outubro em Portugal e restantes países do espaço Schengen e desde então os tempos de espera têm-se agravado, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, algumas vezes várias horas.

Esta situação levou o Governo a criar no fim de outubro uma ‘task force’ de emergência para gerir a situação de crise.

Desde 10 de dezembro que está a decorrer a segunda fase com a recolha de dados biométricos, que consiste na obtenção de fotografia e impressões digitais do passageiro, o que tem complicado ainda mais a situação.

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