De acordo com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que coordena a participação de Portugal em colaboração com o Centro Nacional de Computação Avançada, a atualização do supercomputador “terá impacto no desenvolvimento de investigação em setores-chave como a saúde, o clima, a agricultura, a energia, as comunicações, os media e o setor público”.
O supercomputador MareNostrum 5, localizado em Espanha e um dos mais potentes da Europa, contará com maior capacidade de armazenamento e aplicações de inteligência artificial, com um investimento total de 129 milhões de euros, com participação portuguesa, conforme foi divulgado esta segunda-feira.
Em uma nota de imprensa, a FCT salienta que a atualização do supercomputador “terá impacto no desenvolvimento de investigação em setores-chave como a saúde, o clima, a agricultura, a energia, as comunicações, os media e o setor público”.
A FCT informa que “a nova configuração do MareNostrum 5 irá integrar tecnologia de última geração, incluindo ‘hardware’ acelerado para aprendizagem automática, modelos de linguagem, tarefas complexas de simulação e outras aplicações de inteligência artificial”, além de “interligações de alta velocidade, maior capacidade de armazenamento de dados e soluções de refrigeração energeticamente eficientes”.
A instalação do sistema atualizado, que beneficiará empresas, administração pública e a comunidade científica, incluindo as portuguesas, ocorrerá ainda este ano.
O custo de aquisição, entrega, instalação e manutenção do sistema no supercomputador, que opera no Centro de Supercomputação de Barcelona, totaliza um investimento de 129 milhões de euros. Este valor é cofinanciado em metade pela Empresa Comum Europeia para a Computação de Alto Desempenho, um consórcio público-privado em colaboração com a União Europeia, sendo a outra metade financiada diretamente por Portugal, Espanha e Turquia.
A nota não especifica qual é o montante investido por Portugal através de fundos comunitários do Plano de Recuperação e Resiliência, e a Lusa questionou a FCT, mas ainda não obteve resposta.
Portugal possui um dos 12 supercomputadores cofinanciados pela Empresa Comum Europeia para a Computação de Alto Desempenho, o Deucalion, instalado no campus de Azurém da Universidade do Minho, em Guimarães, que “já acolheu mais de 350 projetos e mil utilizadores”.
A FCT, que está em processo de fusão com a Agência Nacional de Inovação, é a principal entidade do Governo responsável pelo financiamento da investigação científica e do desenvolvimento tecnológico em Portugal.
Juntas, as duas agências formam a nova Agência para a Investigação e Inovação, criada por decreto em vigor desde 1 de janeiro.
