Uma das forças de elite mais respeitáveis dos Estados Unidos, apesar da concorrência dos SEAL, é frequentemente chamada para realizar as operações mais delicadas designadas pela Casa Branca. No entanto, nem sempre tudo ocorre como planejado, como demonstrou o incidente no Irã em 1980.
Recentemente, os Estados Unidos lançaram um ataque surpresa em território venezuelano com o objetivo de capturar Nicolás Maduro, o presidente da Venezuela, e sua esposa. A operação foi conduzida pela Força Delta, uma das principais unidades de operações especiais do país. A Delta Force, oficialmente chamada 1º Destacamento Operacional Delta Force, é uma unidade militar especializada em missões de alto risco, como contraterrorismo, resgate de reféns e captura ou eliminação de alvos de alto valor. Segundo Jesus Servulo Gonzales, correspondente em Washington do jornal espanhol ‘El País’, essas são as atribuições principais da força.
A unidade opera com um alto grau de sigilo, e suas missões raramente são divulgadas publicamente pelas autoridades. A Delta Force possui vasta experiência em operações militares dos Estados Unidos no Iraque nas últimas décadas. A força desembarcou no país pela primeira vez em 1991 e retornou em 2003, voltando ocasionalmente para missões específicas. O surgimento da Al-Qaeda no Iraque levou a unidade a engajar-se em sua campanha mais longa e difícil no país.
Fundada em 1979, a Força Delta foi criada como a equipe de resgate e resposta das Forças Armadas dos Estados Unidos diante do aumento de incidentes terroristas internacionais. Uma das primeiras missões da unidade foi a Operação Garra de Águia, um fracassado resgate de reféns na embaixada dos Estados Unidos no Irã em 1980. Essa operação resultou em uma verdadeira ‘caça às bruxas’ para identificar os culpados, e, segundo analistas, a CIA nunca mais foi a mesma. Além disso, a Força Delta participou da Batalha de Mogadíscio, na Somália, em 1993, onde 18 soldados norte-americanos perderam a vida.
A unidade também foi responsável pela captura do ditador iraquiano Saddam Hussein em 2003 e participou de operações na América Latina, envolvendo a busca pelo narcotraficante colombiano Pablo Escobar e pelo ditador panamenho Manuel Noriega. Outro exemplo de sua atuação foi uma missão na Síria em julho de 2014, que teve como objetivo resgatar norte-americanos sequestrados pelo Estado Islâmico (ISIS), mas não obteve sucesso.
Embora sua existência seja classificada, a Delta Force é um “segredo aberto”. Os soldados que serviram na unidade, com sede em Fort Bragg, na Carolina do Norte, raramente deixam pistas sobre sua passagem pelo grupo. As poucas memórias publicadas por veteranos descrevem um treinamento intenso que os torna ‘operacionais’ capazes de atuar com planejamento mínimo, tanto em zonas de combate ativas quanto em cenários caóticos pós-guerra.
A Delta Force é considerada uma das unidades de elite mais bem treinadas do mundo e também foi parte da missão que resultou na morte do ex-líder do ISIS, Abu Bakr al-Baghdadi, em 2019. Os membros da Delta Force desempenharam um papel crucial na campanha contra o ISIS.
As forças armadas dos Estados Unidos também contam com outras unidades de elite, como os SEAL da Marinha, que lideraram a operação que resultou na morte de Osama bin Laden no Paquistão em 2011, eclipsando algumas vezes a Força Delta.
