O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que Espanha não reconhecerá a intervenção realizada pelos Estados Unidos. Paris e Berlim afirmam que uma consulta popular seria a melhor solução.
O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, declarou que Espanha não reconhecerá a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, pois “viola o direito internacional e leva a região a um horizonte de incerteza e belicismo”. Embora Espanha não reconheça o regime de Nicolás Maduro, também não reconhecerá a intervenção da administração do Presidente Donald Trump, ressaltou Sánchez em uma mensagem publicada no X.
Sánchez ainda pediu a “todos os atores que pensem na população civil, que respeitem a Carta das Nações Unidas e que articulem uma transição justa e dialogada”. O líder espanhol já havia apelado à “desescalada e à responsabilidade”, além do respeito pelo Direito Internacional, após os ataques norte-americanos na Venezuela e a captura do Presidente Nicolás Maduro.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, por sua vez, clamou por uma “transição pacífica” e “democrática” na Venezuela, onde a população só pode “alegrar-se” com o fim da “ditadura de Maduro”. Macron defende que a transição, “respeitando a vontade do povo venezuelano”, seja assegurada “o mais rapidamente possível” por Edmundo González Urrutia, candidato da oposição às presidenciais de 2024. “Ao confiscar o poder e desrespeitar as liberdades fundamentais, Nicolás Maduro cometeu uma grave violação à dignidade de seu próprio povo”, escreveu o Presidente francês no X.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que a Venezuela necessita de um Governo legitimado pelas urnas e reconheceu que Berlim precisa de tempo para analisar a detenção do líder venezuelano. “Neste momento, não deve ocorrer instabilidade política na Venezuela. É necessário garantir uma transição ordenada para um Governo legitimado pelas urnas”, disse Merz em um comunicado, no qual acusou o Presidente venezuelano de ter “levado seu país à ruína”.
