Delcy Rodríguez exigiu “a liberação imediata” de Nicolás Maduro, “o único Presidente da Venezuela”, e condenou a operação militar dos Estados Unidos.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, que chegou a ser considerada exilada na Rússia, exigiu “a liberação imediata” de Nicolás Maduro, “o único Presidente da Venezuela”, e condenou a operação militar dos Estados Unidos. “Exigimos a liberação imediata do Presidente Nicolás Maduro – e de sua mulher, Cilia Flores – o único Presidente da Venezuela”, afirmou Delcy Rodríguez em uma declaração ao país, transmitida pela rádio e televisão.
A vice-presidente, que liderou uma reunião do conselho de Defesa, descreveu a operação dos Estados Unidos para captura de Nicolás Maduro como “uma agressão que viola de forma flagrante” a Carta da Organização das Nações Unidas. Delcy Rodríguez também apelou “ao povo venezuelano para que mantenha a calma”, na defesa da soberania e independência nacionais.
Delcy Rodríguez, que é a segunda na linha de sucessão presidencial, de acordo com a Constituição venezuelana, encontra-se na Venezuela, conforme noticiado hoje pelo canal estatal Telesur. Além de vice-presidente, também é ministra do Petróleo.
O governo venezuelano denunciou a “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos e decretou estado de exceção. A comunidade internacional está dividida entre a condenação aos Estados Unidos e aplausos pela queda de Maduro. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou sua “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter “implicações preocupantes” para a região.
