Portugal irá observar um dia nacional de luto no domingo em memória das vítimas dos devastadores terremotos que atingiram a Venezuela na semana passada, anunciou o Primeiro-Ministro Luís Montenegro nesta quarta-feira (1 de julho).
A medida, acordada pelo governo em consulta com o Presidente da República, tem como objetivo honrar todos aqueles que perderam a vida, com um reconhecimento especial para os cidadãos portugueses e pessoas de ascendência portuguesa entre as vítimas.
“O governo, em consulta com o presidente do país, decidiu designar o próximo domingo como um dia de luto nacional pelas vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela e, em particular, pelos cidadãos portugueses e pessoas de ascendência portuguesa que perderam a vida, e por todos aqueles que sofreram em decorrência dessas tragédias,” disse Montenegro.
Falando à margem de um evento em Lisboa, o primeiro-ministro afirmou que as autoridades portuguesas continuam a monitorar a situação de perto através das equipes de resgate no local e do contato contínuo com as autoridades venezuelanas.
No entanto, ele alertou que ainda é cedo para determinar a escala total do desastre.
“Atualmente, não estamos em posição de prever qual será o número final de vítimas, particularmente as fatalidades decorrentes desta tragédia,” disse ele, acrescentando que a avaliação dos danos e das perdas de vidas está longe de ser completa.
De acordo com os últimos números oficiais, os terremotos causaram pelo menos 1.943 mortes e 10.571 feridos.
Entre os mortos estão pelo menos 71 cidadãos portugueses e pessoas de ascendência portuguesa, enquanto outros 71 permanecem desaparecidos ou não podem ser contatados até o momento.
Portugal é um dos vários países que enviaram equipes de busca e salvamento para a Venezuela. A operação portuguesa está baseada em Catia la Mar, no estado de La Guaira, que abriga uma das maiores comunidades portuguesas do país.
Os dois terremotos, com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, ocorreram em 24 de junho, com menos de um minuto de intervalo, cerca de 200 quilômetros de Caracas. Centenas de réplicas ocorreram, com destruição generalizada relatada na capital e na região costeira de La Guaira.
Fonte: LUSA
