A terceira rodada do intenso debate, iniciado pela agência ambiental APA, sobre o direito (ou não) de colocar guarda-sóis atrásra alcançou um novo patamar.
Com a APA insistindo que seu anúncio inicial deve ser ‘seguido’ (que as praias são para todos e as regras que proíbem guarda-sóis em frente às áreas de concessão são ‘abusivas’), os concessionários decidiram jogar a carta da ‘saúde e segurança’.
A AISCOMA (Associação dos Concessionários de Praia do Algarve) alerta que permitir guarda-sóis em frente às concessões e perto da água pode colocar vidas em risco…
“É uma área que, se houver uma situação particular (…), deve estar livre para que os salva-vidas possam agir em condições necessárias, para que ninguém esteja em perigo”, disse o presidente Artur Simão, citado pelo Correio da Manhã, que também traz uma ilustração intrigante: uma área de concessão de praia, se estendendo praticamente até a margem, com uma pequena fila de guarda-sóis ocupando o que resta do espaço disponível.
Qualquer pessoa que frequente regularmente uma praia nacional poderá ver que a ‘imagem da praia’ no CM hoje (reproduzida acima) é irrealista: as concessões simplesmente não se estendem da forma retratada na imagem. Mas o aviso da AISCOMA foi enfatizado pelo presidente da Federação Portuguesa de Salva-vidas, Alexandre Tadeia (como se poderia esperar, dado que os salva-vidas são contratados e pagos pelos concessionários de praia, e não por qualquer entidade governamental local ou central).
A única ‘positivo’ que vem da clarificação da APA é que os salva-vidas não estarão mais ‘controlando a colocação de guarda-sóis’ (como foram vistos fazendo no último fim de semana, quando os banhistas foram instruídos a ‘se mover’ de áreas que haviam aprendido recentemente estarem atrásra disponíveis para eles). Alexandre Tadeia disse ao CM que a responsabilidade de verificar os guarda-sóis atrásra recairá sobre a Polícia Marítima…
Com um novo fim de semana se aproximando, em que as temperaturas devem começar a subir novamente, será interessante ver se haverá uma ‘rodada quatro’ nesta saga recente ou se as concessões de praia finalmente começarão a aceitar o ‘novo normal’.
Fonte: Correio da Manhã
