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O Sporting marcou presença na final da Taça de Portugal ao empatar 0-0 no Estádio do Dragão, resultado que teve sabor a vitória. O golo de Luis Suárez na primeira mão, realizado em Alvalade, foi decisivo para a eliminação do FC Porto.
O FC Porto entrou em campo determinado a reverter a situação, e assistimos a um jogo em que a maior parte da ação foi controlada pelos dragões. Apesar de terem mais posse de bola, especialmente na segunda parte, e de efetuarem mais remates, nem todos foram direcionados ao alvo. O Sporting, por sua vez, jogou de forma cautelosa, confiando na pequena vantagem que trazia do jogo anterior. As duas equipas iniciaram a partida com suas formações habituais: o FC Porto em 4-3-3 e o Sporting em 4-2-3-1.
Os azuis e brancos dominaram os primeiros minutos, forçando o Sporting a dificultar a construção de ataques. A situação começou a mudar depois dos 15 minutos, quando os leões conseguiram equilibrar o jogo, tocando a bola a partir da defesa.
Hidemasa Morita começou a buscar jogo mais recuado e sua intervenção foi crucial, uma vez que conseguiu limitar a influência de Victor Froholdt no meio-campo do FC Porto. Os dragões tentaram principalmente explorar o lado direito, onde William Gomes teve trabalho constante com Maxi Araújo, resultando em um duelo acirrado. Antes do final da primeira parte, o Sporting passou a adotar um 4-4-2, com Francisco Trincão se posicionando ao lado de Luis Suárez.
A segunda parte começou da mesma forma que a primeira, com o FC Porto buscando incessantemente o golo. À medida que o tempo avançava e a baliza de Rui Silva permanecia intacta, Francesco Farioli pediu para que a equipa subisse suas linhas, mudando para um ataque posicional. Isso forçou o Sporting a recuar para um 5-4-1, com Geny Catamo convertido a lateral e Zeno Debast atuando como terceiro central.
Os médios do FC Porto, Victor Froholdt e Gabri Veiga, começaram a avançar em direção aos atacantes, deixando o meio-campo vulnerável. Neste momento, o Sporting teve a oportunidade de explorar contra-ataques, mas isso aconteceu muito raramente.

Seko Fofana entrou a 10 minutos do final, oferecendo mais força e equilíbrio ao meio-campo do Porto, que já tinha perdido Pablo Rosario.
No final da partida, o FC Porto defendeu com apenas três jogadores, mas o Sporting foi eficaz em neutralizar as investidas do adversário. A defesa dos leões foi impecável, e a expulsão de Alan Varela facilitou ainda mais a sua missão de conservar o empate.
Tanto o FC Porto quanto o Sporting tiveram oportunidades de marcar nos momentos finais, mas os guarda-redes Diogo Costa e Rui Silva destacaram-se nas balizas. Apesar das tentativas do FC Porto para virar o jogo, ficou a impressão de que poderiam ter sido mais audaciosos nas substituições.
O Sporting mostrou-se bem preparado taticamente e teve mérito em sua jornada defensiva, aguentando o empate e garantindo assim a vaga para o Estádio Nacional.
