“A responsabilidade política: a primeira é minha, com certeza. A responsabilidade política da administração é do Governo. É minha, é dos membros que eu escolho para estarem no Governo, de cada um que tem tarefas na administração e colabora na prestação de serviços”, afirmou o primeiro-ministro durante o debate quinzenal na Assembleia da República.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro (E), ladeado por Joaquim Miranda Sarmento, ministro de Estado e das Finanças, interveio durante a sessão plenária sobre o Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) na Assembleia da República, em Lisboa, a 27 de outubro de 2025. A Assembleia da República iniciou hoje o debate em plenário da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2026.
Luís Montenegro admitiu hoje que a responsabilidade política pela situação na saúde é primeiramente sua, em resposta a Rui Tavares, do Livre, que defendeu que a ministra da Saúde só se mantém por ser um “para-raios” para o primeiro-ministro.
“A responsabilidade política: a primeira é minha, com certeza. A responsabilidade política da administração é do Governo. É minha, é dos membros que eu escolho para estarem no Governo, de cada um que tem tarefas na administração e colabora na prestação de serviços”, afirmou o primeiro-ministro durante o debate quinzenal na Assembleia da República.
Luís Montenegro disse não entender o objetivo da pergunta de Rui Tavares, que questionou o líder do executivo sobre a responsabilidade política pela falta de ativação de protocolos e pelo bloqueio de dezenas de ambulâncias devido à falta de macas.
“É atribuir-me a responsabilidade? Eu cá estou para assumir toda a responsabilidade. Sempre, toda. Eu e qualquer membro do Governo”, reforçou.
“O objetivo é mesmo esse, que assuma a responsabilidade política. A ministra da Saúde só se mantém porque é o maior para-raios possível para o senhor primeiro-ministro, uma vez que já não resolve nada”, contrapôs o porta-voz do Livre, já depois de Montenegro ter garantido que Ana Paula Martins vai continuar no Governo.
Rui Tavares disse ainda querer tirar o primeiro-ministro do “seu estado de negação”.
