Candidatos a conselheiros no maior município da Madeira, Funchal, apresentaram diversas ideias sobre como enfrentar a crise habitacional, mas quase todos concordam em um ponto: a AL (aluguéis de curto prazo para turistas) deve ser suspensa em edifícios residenciais (prédios de apartamentos).
Catorze candidatos participaram de um debate transmitido na noite passada pela RTP/Madeira, tendo a oportunidade de apresentar possíveis medidas que podem também ter repercussão no território continental.
O candidato da coligação PSD/CDS-PP, Jorge Carvalho, defendeu a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) para que famílias com capacidade de construir ou expandir suas casas possam fazê-lo em áreas onde o PDM atualmente não permite. (Essa é uma ideia que teria enorme apoio entre famílias que possuem terrenos, por exemplo, onde seus filhos poderiam viver, próximos à casa principal, mas que atualmente não são considerados ‘urbanos’).
Em relação à AL especificamente, Carvalho foi a favor se isso envolver “recuperação imobiliária”, mas acredita que “tudo em habitação coletiva deve ser revisto e não deve ocupar esses espaços.”
Rui Caetano, do partido PS, concordou com o candidato do PSD; a candidata do JPP, Fátima Aveiro, defendeu limitar a AL “em áreas onde há sobrecarga, mas não em todo lugar”, pois “o turismo é importante.”
O candidato do CHEGA, Luís Filipe Santos, enfatizou que Funchal deve “imediatamente criar regulamentos” para a AL, enquanto a candidata do PAN, Mónica Freitas, pediu para que toda a AL fosse imediatamente “colocada no mercado de locação.”
Houve alguns aspirantes a líderes municipais (por IL e PTP) que sentiram que a AL estava sendo ‘demonizada’, ou usada como bodes expiatórios para os problemas habitacionais da região, mas o consenso era de que a AL foi permitida que se descontrolasse, e ao fazê-lo, contribuiu para os problemas de habitação em Funchal – e a maioria parecia estar de acordo com a necessidade de reescrever o PDM para atender às demandas geradas pela crise.
Fonte: LUSA
