O Presidente francês afirmou que “nenhuma intimidação ou ameaça” pode influenciar a França, “nem na Ucrânia, nem na Gronelândia, nem em qualquer outro lugar do mundo”, quando se enfrentam “estas situações”.
FILE PHOTO: O Presidente francês Emmanuel Macron faz uma declaração durante uma conferência de imprensa sobre a presidência da UE, em Paris, França, 9 de dezembro de 2021. Ludovic Marin/Pool via REUTERS
As ameaças de Donald Trump de impor novas tarifas aos países que se opõem à anexação da Gronelândia pelos Estados Unidos são “inaceitáveis”, declarou Macron, prometendo uma resposta europeia “unida”.
“As ameaças tarifárias são inaceitáveis e não têm lugar neste contexto. Os europeus responderão de forma unida e coordenada se forem confirmadas. Garantiremos o respeito pela soberania europeia”, escreveu Emmanuel Macron na rede social X (antigo Twitter).
A França, Suécia, Alemanha e Noruega, juntamente com os Países Baixos, Finlândia, Eslovénia e Reino Unido, enviaram militares para a Gronelândia, numa missão de reconhecimento no âmbito do exercício dinamarquês ‘Arctic Endurance’, organizado com aliados da NATO.
“Nenhuma intimidação ou ameaça nos influenciará, nem na Ucrânia, nem na Gronelândia, nem em qualquer outro lugar do mundo”, afirmou Macron, acrescentando que a França “está comprometida com a soberania e a independência das nações, na Europa como em qualquer outro lugar”.
“Isso orienta as nossas escolhas. Isso sustenta o nosso compromisso com as Nações Unidas e a sua Carta”, acrescentou.
Por essa razão, Paris apoia e “continuará a apoiar” a Ucrânia e, pelo mesmo motivo, decidiu “participar nos exercícios iniciados pela Dinamarca na Gronelândia”.
“Mantemos esta decisão. Isto também porque a segurança do Ártico e das fronteiras da nossa Europa estão em causa”, argumentou Macron.
O Presidente francês reiterou que “nenhuma intimidação ou ameaça” os pode influenciar, “nem na Ucrânia, nem na Gronelândia, nem em qualquer outro lugar do mundo”, quando se enfrentam “estas situações”.
Trump anunciou que vai impor tarifas adicionais de 10% à Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia, a partir de 1 de fevereiro, em retaliação pelo envio de tropas destes países para a Gronelândia em resposta à ameaça do Presidente norte-americano de tomar o controle da ilha, que se manterá em vigor até que os Estados Unidos concluam o processo de “aquisição” do território.
O chefe de Estado norte-americano, para reforçar a sua posição, avisou ainda que esta tarifa adicional de 10% subirá para 25% a partir de 1 de junho e “deverá ser paga até que se chegue a um acordo para a compra total e definitiva da Gronelândia” por parte dos Estados Unidos.
